Uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público cumpre nesta quinta-feira 31 mandados de busca e apreensão em cidades de quatro estados e no Distrito Federal para investigar um esquema de lavagem de dinheiro com indícios de ligação com o tráfico de drogas.

Batizada de Operação Retirada, a ação foi deflagrada pelo Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro, da Deic de Campinas, em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Conforme as investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 200 milhões por meio de empresas, contas bancárias e CPFs usados para ocultar a origem dos recursos.

Bloqueio de bens e origem das investigações

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 200 milhões em contas, aplicações financeiras e investimentos ligados aos suspeitos. O caso começou a ser apurado após a prisão em flagrante de suspeitos de tráfico de drogas em Campinas, ocasião em que foram apreendidos entorpecentes, aproximadamente R$ 200 mil em dinheiro vivo e documentos com registros de movimentações financeiras.

Segundo a Polícia Civil, a análise desse material e de dados de inteligência financeira revelou a existência de uma estrutura voltada a esconder e movimentar valores obtidos por meio de atividades criminosas, com forte ligação com o tráfico de drogas.

Cidades alvo e andamento das diligências

Os mandados de busca e apreensão são cumpridos em Campinas, Nova Odessa, São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, no estado de São Paulo. As ordens judiciais também alcançam Curitiba, Sarandi e Umuarama, no Paraná; São João Batista, em Santa Catarina; Rio de Janeiro e Niterói, no Rio de Janeiro; além de Goiânia, em Goiás.

Nas diligências, as equipes buscam apreender documentos financeiros e contábeis, equipamentos eletrônicos, registros bancários, dispositivos de armazenamento de dados, dinheiro em espécie e outros itens de interesse policial. O objetivo é identificar os responsáveis pela estrutura financeira ilícita, rastrear o destino dos valores e localizar bens adquiridos com recursos criminosos. A Polícia Civil informou que as investigações continuam e não há, até o momento, registros de prisões nesta fase da operação.

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