Audiências do Caso Maria Eduarda continuam em setembro

As audiências de instrução referentes ao caso Maria Eduarda tiveram o depoimento de apenas cinco das 17 testemunhas de acusação no primeiro dia de oitivas. O procedimento ocorreu de forma híbrida nesta quinta-feira (17), com apenas um participante presente no Fórum de Limeira, enquanto a segunda data marcada para a continuidade do processo ficou designada para o dia 23 de setembro, às 09h00.

Durante esta fase processual conduzida pelo juiz Guilherme Luiz Alves Lamas, o objetivo principal é esclarecer minuciosamente os procedimentos, os métodos de trabalho e as condutas que possam ter colaborado para o acidente fatal. Ao término desta etapa, o magistrado decidirá se o processo será encaminhado para julgamento em júri popular.

Réus e denúncia do caso Maria Eduarda

Atualmente, quatro pessoas respondem como réus por participação direta ou indireta no episódio. Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves atuavam na rampa de lançamento na preparação para o salto de rope jump e respondem judicialmente por homicídio com dolo eventual por omissão imprópria. A organizadora das atividades, Evelyne dos Santos Gonçalves, enfrenta acusações pelos mesmos crimes, além de fraude processual.

Conforme a denúncia formalizada pelo Ministério Público, os promotores apontam que os investigados tinham plena ciência dos riscos associados à prática, mas negligenciaram medidas fundamentais de segurança, a exemplo da dupla checagem dos equipamentos de proteção antes do salto. Além disso, a Justiça confirmou a continuidade das apurações financeiras sobre os recursos arrecadados pelo grupo, ao passo que petições visando encerrar o processo antes da fase probatória foram negadas.

Histórico do acidente e isolamento do local

O caso Maria Eduarda ocorreu em 13 de junho de 2026, quando a vítima, de 21 anos, sofreu ferimentos graves após ser arremessada na atividade sem nenhuma corda presa ao corpo. Ela recebeu atendimento médico de urgência, mas não resistiu. O trágico evento sucedeu na Ponte do Esqueleto, estrutura com um vão livre de 40 metros de altura situada entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis.

O local acumulava registros anteriores de ocorrências graves, incluindo a queda de uma ciclista de 39 anos em abril de 2024 e o ferimento de duas turistas em agosto de 2025. Diante da forte repercussão negativa, a Prefeitura de Limeira e o Governo Federal implementaram medidas enérgicas para bloquear o acesso à ponte. Dias após a tragédia, a área rural de Limeira recebeu cercas de arame farpado, barreiras de terra e uma placa oficial da Superintendência de Patrimônio da União (SPU) determinando a proibição de ocupação do terreno.

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