
Vídeos de luzes se movimentando no céu de Campinas viralizaram nas redes sociais na noite deste domingo (20) e levantaram suspeitas sobre uma possível aparição de OVNIs na região. As imagens foram registradas na região do Parque Oziel e chamaram a atenção de moradores que acompanharam a movimentação no céu.
No entanto, a explicação para a movimentação luminosa no céu de Campinas é muito mais simples do que fenômenos ufológicos: as luzes faziam parte de um espetáculo com 600 drones, realizado durante uma comemoração da GIC Brasil, empresa de tecnologia e automação para o varejo, no hotel Royal Palm Plaza.
Espetáculo com drones no Royal Palm Plaza
A apresentação foi realizada em homenagem à Abras (Associação Brasileira de Supermercados) e a todo o ecossistema do varejo durante a ABRAS’26 Food Retail Future, convenção realizada em Campinas entre os dias 20 e 23 de setembro. Durante o espetáculo, os drones formaram diferentes imagens luminosas relacionadas à conexão, à tecnologia e à presença do varejo na vida dos brasileiros.
Segundo Ivan Fernandes, CEO e fundador da GIC Brasil, o espetáculo foi pensado como uma forma de homenagear a trajetória da Abras e os profissionais que fazem parte do setor. O executivo destacou que os drones traduzem visualmente o esforço de transformar potência em resultado para todos os envolvidos no varejo.
A convenção reúne executivos e representantes de supermercados, atacarejos e da indústria varejista para discutir tendências, inovação e o futuro do varejo alimentar na região.
Unicamp recebe projeto internacional sobre origem do universo
Além da repercussão das luzes misteriosas, Campinas também sedia nesta semana um importante evento científico internacional. Um projeto que busca estudar os neutrinos, partículas subatômicas que podem ajudar a explicar a origem e a evolução do universo, vai reunir cientistas de 37 países na Unicamp.
Entre a próxima segunda-feira (21) e sexta-feira (25), a universidade recebe o Dune Collaboration Meeting, encontro que será realizado pela primeira vez no Brasil. Segundo a instituição, o Dune (Deep Underground Neutrino Experiment) está construindo um detector a 1,6 mil metros de profundidade, na Dakota do Sul, nos Estados Unidos.
O objetivo é que o equipamento receba um feixe de neutrinos produzido em Chicago, a cerca de 1,3 mil quilômetros de distância. A partir dos sinais gerados pelas interações das partículas com o detector, os pesquisadores poderão estudar suas características detalhadas.
Atividades científicas e culturais no campus
Na América Latina, a Unicamp é a instituição líder do projeto, participando de três frentes do experimento. Durante a semana, os pesquisadores participam de reuniões técnicas em diferentes espaços do campus universitário.
A programação também contará com atividades gratuitas abertas ao público, como palestras, colóquios e oficinas para estudantes do ensino médio. Entre as atrações culturais estão o espetáculo “Dança das Partículas”, apresentações musicais, dança indígena e oficinas de capoeira.
Os neutrinos são partículas difíceis de detectar porque interagem muito pouco com a matéria. Para registrar essas interações, o detector construído nos Estados Unidos será formado por quatro grandes estruturas preenchidas com argônio líquido.
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