
Levantamento realizado em diferentes regiões da cidade vai medir o nível de infestação do mosquito e orientar novas ações de prevenção à dengue
A presença do Aedes aegypti em Hortolândia está sendo monitorada em uma nova ação realizada pela Prefeitura. Cerca de 3 mil imóveis das cinco regiões da cidade estão sendo visitados por agentes da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) para a realização da Análise de Densidade Larvária (ADL).
O levantamento tem como objetivo identificar a quantidade de larvas do mosquito encontradas nos imóveis e calcular o nível de infestação no município. A expectativa é de que o trabalho de campo seja concluído ainda nesta semana.
Os resultados ajudarão a Secretaria de Saúde a definir quais regiões precisam de reforço nas ações de prevenção e combate à dengue e a outras doenças transmitidas pelo mosquito.
Aedes aegypti em Hortolândia é monitorado em cinco regiões
A análise é realizada por amostragem. Aproximadamente 600 imóveis são vistoriados em cada uma das cinco regiões de Hortolândia, chegando a cerca de 3 mil residências durante toda a operação.
Os quarteirões que recebem as equipes são escolhidos por sorteio.
Durante as visitas, os agentes procuram recipientes que possam acumular água e fazem a coleta das larvas encontradas. Posteriormente, esse material é identificado e contabilizado.
Os dados coletados permitem calcular o chamado Índice de Breteau, utilizado pelos serviços de saúde para avaliar o nível de infestação do Aedes aegypti.
O levantamento também ajuda a identificar quais tipos de recipientes estão funcionando como criadouros com maior frequência dentro dos imóveis.
Hortolândia teve índice considerado médio em julho
A Análise de Densidade Larvária é realizada periodicamente no município, geralmente nos meses de janeiro, julho e outubro.
Em janeiro de 2026, Hortolândia registrou Índice de Breteau de 8,2, resultado classificado como alto.
Na medição realizada em julho, o índice caiu para 3,5, passando para a classificação considerada média.
Já em outubro de 2025, o indicador havia sido de 0,3, considerado baixo.
A classificação utilizada para o levantamento considera:
- de 0 a 1: índice baixo;
- de 1 a 4: índice médio;
- acima de 4: índice alto.
O resultado referente ao levantamento realizado neste mês de outubro ainda será calculado após a conclusão das visitas e da análise das larvas coletadas.
Moradores devem permitir entrada dos agentes
Para que o levantamento sobre o Aedes aegypti em Hortolândia apresente um resultado mais próximo da realidade, a Prefeitura reforça a importância da colaboração dos moradores.
Os agentes precisam entrar nos imóveis selecionados para verificar quintais, áreas externas e locais que possam acumular água.
As equipes trabalham uniformizadas e utilizam crachá de identificação durante as visitas.
Caso o morador tenha dúvidas sobre a identidade do agente, é possível entrar em contato com a Unidade de Vigilância de Zoonoses pelos telefones (19) 3897-3312 e (19) 3897-5974.
Levantamento ajuda no combate à dengue
O acompanhamento da infestação do mosquito permite ao município direcionar equipes e ações preventivas para bairros que apresentam maior risco.
A preocupação aumenta especialmente com a proximidade dos períodos de maior ocorrência de chuvas e temperaturas elevadas, condições que favorecem a reprodução do Aedes aegypti.
Além da dengue, o mosquito também é responsável pela transmissão de doenças como zika e chikungunya.
Por isso, a orientação continua sendo eliminar possíveis criadouros dentro das residências.
Como evitar a proliferação do Aedes aegypti
Os moradores podem colaborar adotando medidas simples durante a rotina.
Pratos de vasos de plantas, garrafas, pneus, calhas, caixas-d’água abertas e outros objetos que possam acumular água devem ser verificados frequentemente.
Também é recomendado manter recipientes devidamente fechados, limpar áreas externas e eliminar qualquer ponto onde a água possa permanecer parada.
Mesmo pequenas quantidades de água podem servir como local para reprodução do mosquito.
O monitoramento do Aedes aegypti em Hortolândia, aliado à participação da população, é uma das estratégias utilizadas para reduzir os riscos de transmissão da dengue no município.

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