
Com investimento de R$ 294 milhões, nova estação terá capacidade para tratar cerca de 50 milhões de litros de esgoto por dia e contará com tecnologia para reduzir odores
A construção da nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Hortolândia segue em andamento, com acompanhamento da Prefeitura. O empreendimento, que representa um investimento de R$ 294 milhões, tem previsão de conclusão até 31 de dezembro de 2027 e início das operações em janeiro de 2028.
A atualização foi divulgada pela administração municipal nesta quinta-feira (29). As obras são executadas por um consórcio formado pelas empresas Andrade Gutierrez e Elevação, responsáveis pelo projeto após vencerem o processo licitatório. O contrato foi assinado em 13 de março deste ano.
A nova estrutura substituirá gradualmente a atual estação e promete modernizar o sistema de tratamento de esgoto da cidade, ampliando a capacidade operacional e adotando tecnologias para minimizar os impactos ambientais.
Nova ETE de Hortolândia tratará 50 milhões de litros por dia
Com a implantação da nova estação, a capacidade média de tratamento passará dos atuais 450 litros por segundo para 575 litros por segundo, podendo alcançar vazões de pico de até 978 litros por segundo.
Na prática, a estrutura terá condições de tratar aproximadamente 50 milhões de litros de esgoto diariamente, volume equivalente a cerca de 80 piscinas semiolímpicas.
A ampliação busca acompanhar o crescimento populacional e urbano de Hortolândia, garantindo maior capacidade de tratamento antes da devolução da água ao meio ambiente.
Tecnologia promete reduzir mau cheiro da estação
Uma das principais novidades será a utilização do sistema BIOCOS, tecnologia de origem austríaca que será empregada pela primeira vez no Brasil no tratamento biológico de esgoto por meio de lodos ativados.
O sistema permitirá maior eficiência operacional, com redução no consumo de energia e de produtos químicos.
Outra diferença importante está no controle de odores. Enquanto a atual ETE possui estruturas abertas e grandes lagoas, a nova unidade contará com sistemas fechados, capazes de captar e tratar os gases produzidos durante o processo.
A mudança é especialmente relevante para moradores de bairros próximos à estação, que já enfrentaram problemas recorrentes de mau cheiro e realizaram manifestações cobrando soluções da Sabesp.
Segundo o projeto, a nova estrutura ocupará aproximadamente 10% da área utilizada pela estação atual, mesmo oferecendo maior capacidade de tratamento.
Estação terá monitoramento automatizado
A nova ETE também contará com elevado nível de automação. Os processos de tratamento serão acompanhados permanentemente por um centro de controle, permitindo maior precisão e monitoramento das operações.
Após a entrada em funcionamento da nova unidade, a estrutura antiga será desativada gradualmente, conforme ocorrer a transferência dos serviços.
A previsão é que essa transição comece em janeiro de 2028, caso o cronograma seja cumprido.
Prefeitura acompanha andamento das obras
A administração municipal informou que continuará monitorando a construção. No final de setembro, o prefeito Zezé Gomes visitou o canteiro de obras para acompanhar a execução do empreendimento.
De acordo com a Prefeitura, o investimento representa uma medida de longo prazo para melhorar a infraestrutura de saneamento básico e acompanhar o desenvolvimento da cidade.
Além de ampliar o tratamento de esgoto, a expectativa é que a nova estação contribua para a preservação ambiental e para a qualidade de vida dos moradores, especialmente daqueles que vivem nas regiões próximas à atual ETE.
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