
O clima severo trouxe preocupação para a região nesta semana. De fato, o calor extremo em Campinas atingiu um nível histórico no Natal (25).
Especificamente, os termômetros marcaram impressionantes 37,4°C. Consequentemente, esse foi o dia mais quente do ano de 2025.
Segundo o Inmet, o recorde anterior foi superado. Agora, a região está em um cenário de “grande perigo”.
Portanto, o dado não é apenas estatístico. Pelo contrário, ele acende um alerta médico urgente para toda a população, inclusive de Hortolândia.
O risco da falência térmica
Para o Dr. Luiz Fernando Penna, a situação é crítica. Segundo o especialista do Hospital Sírio-Libanês, muitos subestimam o perigo.
Afinal, não se trata apenas de desconforto. Ou seja, o calor pode causar desde quedas de pressão até a morte.
Nesse cenário, ocorre a chamada “falência térmica”. O corpo tenta se resfriar através do suor e da dilatação dos vasos.
Contudo, existe um limite biológico. Conforme o médico, acima de 35°C, o organismo entra em estresse severo.
Assim, os sistemas de regulação param de funcionar. Imediatamente, surgem sinais como confusão mental e pele seca.
Diante desses sintomas, a busca por socorro é inegociável. Pois o quadro pode levar ao colapso completo do corpo.
Grupos mais vulneráveis
Além disso, o calor extremo em Campinas afeta grupos específicos. Principalmente, idosos e pessoas com doenças crônicas correm mais riscos.
Também, quem usa medicamentos diuréticos ou antidepressivos deve ter cautela. Visto que esses remédios atrapalham a regulação térmica.
Recentemente, a Fiocruz comprovou essa relação fatal. De acordo com um estudo, o calor eleva o número de óbitos.
A pesquisa analisou dados do Rio de Janeiro. Todavia, a lógica se aplica perfeitamente à nossa região.
Medidas de prevenção
Diante disso, a prevenção vai além de beber água. Certamente, a hidratação é fundamental, mas não é a única medida.
Por exemplo, evite exposição solar entre 10h e 16h. Nesse horário, a radiação é muito intensa.
Ademais, busque ambientes frescos e ventilados. Se possível, use ar-condicionado ou ventiladores.
Para quem trabalha na rua, pausas são obrigatórias. Enfim, a conscientização é a melhor defesa contra o calor extremo em Campinas e região.
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