
Um episódio de descontrole emocional e prejuízos milionários marcou a crônica policial nesta semana. De fato, um caso onde um ex-funcionário destrói carros em Campinas chocou a população e viralizou nas redes sociais. O ato de fúria aconteceu na tarde da última quinta-feira (8), dentro da sede de uma empresa de telecomunicações.
Tudo começou quando o colaborador foi informado de sua demissão. Em um ato de revolta imediata, ele causou uma série de danos materiais significativos ao patrimônio da companhia.
As imagens são impressionantes. Vídeos gravados por celulares de outros colaboradores registraram a sequência de destruição. O homem, visivelmente transtornado, utilizou um veículo da própria frota para cometer o ataque.
Ele assumiu a direção de uma caminhonete pesada e passou a colidir propositalmente contra os outros automóveis que estavam estacionados no pátio. Não satisfeito, ele ainda acelerou o veículo para derrubar o portão principal do local, em uma cena digna de filme de ação.
O saldo da destruição
O balanço dos danos é expressivo e causará dor de cabeça para a seguradora da empresa. Segundo o levantamento realizado após a contenção do sujeito, um total de 10 automóveis foram avariados.
A lista de prejuízos inclui nove caminhonetes de serviço e um carro de passeio. A força das colisões foi tamanha que diversos veículos tiveram a lataria amassada, vidros quebrados e eixos danificados.
Além da extensa destruição na frota automotiva, o suspeito também mirou equipamentos eletrônicos. Antes de pegar o carro, ele quebrou violentamente um notebook pertencente à companhia, arremessando-o ao chão.
Testemunhas relataram momentos de tensão. Representantes da empresa e colegas de trabalho tentaram intervir verbalmente para cessar a ação do ex-colaborador.
Entretanto, as tentativas foram sem sucesso. Diante da escalada da violência e da impossibilidade de contê-lo fisicamente com segurança, a Polícia Militar foi prontamente acionada via 190 para controlar a situação.
A versão do ex-funcionário
Quando a polícia chegou, o clima ainda era tenso. Conforme relatado no Boletim de Ocorrência registrado pela Polícia Militar, o homem não negou os fatos.
Ao ser questionado sobre o motivo de tanta violência, ele justificou seu ato pelo desespero. O homem mencionou ter filhos menores de idade para sustentar e que a notícia da demissão o tirou do eixo.
Segundo sua versão, a frustração aumentou quando ele tentou dialogar com uma representante da empresa após o anúncio do desligamento. Ele alegou não ter conseguido a abertura para conversar ou negociar.
Foi após essa suposta “negativa de diálogo” que ele perdeu o controle racional. O sentimento de impotência o levou a pegar o veículo de trabalho e iniciar a sequência de colisões. O caso onde o ex-funcionário destrói carros em Campinas chocou quem assistiu ao vídeo.
Consequências legais: Crime de Dano
Apesar da gravidade das imagens e do risco que ele impôs aos colegas que estavam no pátio, o homem não ficou preso. O caso foi encaminhado ao 7º Distrito Policial de Campinas, no distrito de Barão Geraldo.
Juridicamente, o delegado de plantão enquadrou a ocorrência como crime de dano. Essa infração está prevista no artigo 163 do Código Penal brasileiro.
A lei define o crime como “destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia”. A pena prevista pode variar de detenção de um a seis meses, ou multa.
Porém, como houve prejuízo considerável e uso de violência contra o patrimônio, o caso pode ter agravantes no decorrer do processo judicial. A empresa certamente buscará reparação civil pelos prejuízos causados à frota.
Após os procedimentos necessários na delegacia, onde prestou depoimento e foi fichado, o homem foi liberado para responder ao processo em liberdade.
Repercussão e saúde mental no trabalho
O caso levanta debates importantes sobre a saúde mental no ambiente corporativo e a segurança nos processos de desligamento. Especialistas em Recursos Humanos alertam que o momento da demissão é crítico.
Empresas de grande porte, como as de telecomunicações, geralmente possuem protocolos de segurança. Contudo, a reação humana diante da perda do sustento pode ser imprevisível.
Nas redes sociais, as opiniões se dividiram. Enquanto muitos condenaram a atitude violenta onde o ex-funcionário destrói carros em Campinas, outros demonstraram empatia pela situação de desespero do trabalhador pai de família.
Independentemente das opiniões, o fato é que a violência nunca é a solução. Agora, além de desempregado, o homem enfrentará um processo criminal e uma provável dívida impagável pelos danos causados.
A empresa não divulgou nota oficial sobre o estado de saúde dos demais colaboradores ou sobre a reposição da frota atingida.

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