
A Polícia Civil de Hortolândia deu uma resposta contundente à criminalidade nesta quinta-feira (5). Foi anunciada a prisão do segundo suspeito de envolvimento direto em uma violenta tentativa de homicídio no Jardim Amanda II, registrada no dia 15 de janeiro. O caso, que chocou a comunidade pela brutalidade e pela intervenção letal da Polícia Militar na época, teve seu desfecho investigativo com a detenção do coautor que estava foragido.
A operação foi conduzida pela equipe do 2º Distrito Policial (DP) de Hortolândia. Os agentes cumpriram um mandado de prisão temporária contra o investigado, um homem de 34 anos. A ordem judicial havia sido expedida pela 1ª Vara Criminal da comarca, baseada nas provas colhidas nas últimas semanas.
Além de responder pelo crime contra a vida, a situação do detido se complicou ainda mais. No momento da abordagem, ele foi flagrado cometendo outro delito grave, sendo autuado também por tráfico de drogas.
Detalhes da prisão: Tráfico e Captura
O trabalho de inteligência liderado pelo delegado titular do 2º DP, Dr. José Regino Melo Lages Filho, foi crucial. A equipe vinha monitorando os passos do suspeito desde meados de janeiro, cruzando informações para localizá-lo.
A captura ocorreu em um local conhecido como “biqueira” (ponto de venda de drogas) na Rua Tiradentes, no bairro Jardim Amanda I. Curiosamente, o local da prisão fica a cerca de apenas dois quilômetros de onde ocorreu o crime original.
Durante as buscas pessoais e no local, os policiais civis encontraram evidências de comercialização de entorpecentes com o suspeito. Foram apreendidos:
- 03 porções de maconha embaladas para venda;
- 08 pinos de cocaína;
- R$ 94,00 em dinheiro trocado (característico do tráfico);
- Um aparelho celular (que será periciado para buscar mais provas).
Diante dessas evidências materiais, além do cumprimento do mandado pela tentativa de homicídio no Jardim Amanda, o delegado ratificou a voz de prisão em flagrante por tráfico de drogas.
Após os procedimentos cartorários na delegacia, o homem foi submetido a exame de corpo de delito e conduzido à Cadeia Pública de Sumaré, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Relembre o caso: Madrugada de terror
Para entender a importância dessa prisão, é preciso voltar à madrugada de 15 de janeiro. O crime ocorreu após uma confusão generalizada em um bar situado na esquina das movimentadas avenidas Tarsila do Amaral e Brasil, no coração do Jardim Amanda II.
Segundo o inquérito, a vítima — que estava desarmada — se envolveu em uma discussão que escalou rapidamente. Os agressores eram Alex Machado, de 27 anos, e o homem de 34 anos preso hoje.
A briga saiu do controle quando os dois sacaram armas de fogo. Imagens de câmeras de monitoramento da região, que viralizaram na época, registraram o pânico. O vídeo mostrava clientes correndo e o som dos disparos ecoando na avenida.
Mesmo ferida pelos primeiros tiros, a vítima tentou fugir a pé, pedindo socorro desesperadamente, mas foi perseguida implacavelmente por Machado e pelo segundo agressor agora detido.
A intervenção policial que salvou uma vida
O desfecho daquela noite só não foi mais trágico para a vítima devido à presença de uma patrulha da Polícia Militar nas proximidades. Os oficiais ouviram os estampidos e os gritos e agiram de imediato.
A corporação relatou que, ao chegar na cena, avistou a vítima caída sendo encurralada por Alex Machado, que estava com a arma em punho pronto para a execução (o chamado “confere”).
Diante do risco iminente à vida de terceiros, os policiais agiram em legítima defesa de outrem e atiraram. Alex Machado foi alvejado na cabeça e morreu no local, antes da chegada do socorro.
Na confusão daquele momento, o segundo suspeito (preso hoje) conseguiu fugir, dando início à caçada da Polícia Civil que se encerrou nesta quinta-feira.
Estado de saúde e Justiça
A vítima da tentativa de homicídio no Jardim Amanda foi socorrida na ocasião e levada às pressas ao Hospital Municipal Governador Mario Covas. Após receber atendimento de emergência e passar por procedimentos médicos, ele se recuperou e já recebeu alta, podendo agora testemunhar contra o agressor sobrevivente.
Com a prisão do segundo envolvido, a Polícia Civil conclui uma etapa fundamental do inquérito. O celular apreendido será analisado para verificar se há conversas que indiquem a motivação do crime ou a participação de outras pessoas.
A população do Jardim Amanda, o maior bairro de Hortolândia, espera que a justiça mantenha o rigor no caso, trazendo mais segurança para a região das Avenidas Brasil e Tarsila do Amaral.
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