
O final de tarde do último sábado (21) foi marcado por cenas de destruição, irresponsabilidade e um grande susto para os moradores da região do Jardim Dom Pedro II. O flagrante de que um carro capota em Campinas após uma colisão violenta chamou a atenção de quem passava pela movimentada Avenida Arymana, por volta das 17h30.
O acidente, que por muita sorte não resultou em uma tragédia com vítimas fatais, expôs mais uma vez os perigos da imprudência e da possível mistura criminosa entre álcool e direção nas vias urbanas da nossa região.
A dinâmica: Carro estacionado e o capotamento
De acordo com as informações apuradas e os relatos colhidos no local, o veículo trafegava pela Avenida Arymana quando o motorista perdeu totalmente o controle da direção. Sem conseguir frear ou desviar a tempo, o automóvel atingiu em cheio a traseira e a lateral de um outro carro de passeio que estava devidamente estacionado na via pública.
A força do impacto foi tamanha que a física entrou em ação: o veículo causador do acidente foi alavancado, perdeu o contato com o asfalto e capotou, parando com as quatro rodas para cima no meio da rua, bloqueando parcialmente o fluxo de trânsito no Jardim Dom Pedro II.
O barulho estrondoso da batida e do metal arrastando no asfalto assustou os vizinhos, que rapidamente saíram de suas casas para tentar entender o que havia acontecido e prestar os primeiros socorros aos envolvidos.
A chegada da Guarda Municipal e a fuga covarde
O flagrante das autoridades ocorreu por uma coincidência de patrulhamento. Uma viatura da Guarda Municipal (GM) de Campinas estava em deslocamento de rotina pela região quando os agentes se depararam com a cena do acidente e o veículo capotado na via.
Foi exatamente neste momento que a situação ganhou contornos de caso de polícia. Segundo o relato oficial da equipe da Guarda Municipal, um dos indivíduos envolvidos no acidente — que conduzia o veículo capotado — apresentava sinais visíveis e claros de embriaguez (como andar cambaleante e alteração no comportamento).
Ao perceber a aproximação e o desembarque da viatura da GM, o motorista não pensou duas vezes: em uma atitude covarde e criminosa, ele abandonou o local do acidente e fugiu a pé antes que pudesse ser abordado, identificado ou submetido ao teste do bafômetro (etilômetro).
O que diz a Lei: Fugir do local do acidente para se eximir de responsabilidade civil ou penal é crime previsto no Artigo 305 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A situação se agrava ainda mais se for comprovada a embriaguez ao volante, transformando um acidente de trânsito em um crime grave com pena de detenção.
Atendimento médico e ausência de Boletim de Ocorrência
Apesar do cenário de destruição total do veículo que capotou, o saldo foi considerado um verdadeiro milagre. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada e compareceu rapidamente à Avenida Arymana para avaliar as vítimas.
Uma das pessoas envolvidas no acidente foi avaliada pelos socorristas, mas recusou o encaminhamento para uma unidade hospitalar e foi liberada ali mesmo, no próprio local, após assinar o termo de recusa de atendimento médico.
Um fato que causou estranheza na vizinhança é que, apesar da gravidade da colisão, do capotamento e da fuga de um suspeito alcoolizado, o caso não foi registrado oficialmente no Plantão da Polícia Civil. Muitas vezes, quando não há vítimas com lesões graves que queiram representar criminalmente, e os danos são apenas materiais (como o dono do carro estacionado resolvendo a questão com a seguradora), a ocorrência acaba não gerando um Boletim de Ocorrência na delegacia.
Ainda assim, o episódio de que um carro capota em Campinas sob suspeita de embriaguez fica como um alerta contundente para a população sobre a responsabilidade inegociável de não beber antes de dirigir.
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