Laudo técnico afasta a possibilidade de envolvimento de animal silvestre; agressão por outro cão da própria residência passa a ser investigada como principal hipótese.

O Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal (DPBEA) de Hortolândia refutou oficialmente a hipótese de que um filhote da raça pitbull tenha sido vítima de um ataque de onça. O animal foi encontrado morto, com sinais de violência, em uma residência no bairro Parque São Miguel, na manhã de 18 de maio. O caso gerou grande repercussão e apreensão entre os moradores na última semana.

A Descoberta e as Primeiras Suspeitas

Familiares e tutores do filhote relataram um cenário assustador: o animal apresentava extensas lacerações e perfurações nas patas, tronco e cabeça, com grande quantidade de sangue espalhada pelo quintal.

A desconfiança inicial de um ataque por felino silvestre ganhou força devido a dois fatores:

  • A presença de marcas no local que se assemelhavam a pegadas de um animal de grande porte.
  • Relatos recentes de avistamento de uma onça-parda nas proximidades do bairro.

Laudo Técnico: O que diz o DPBEA

Apesar do susto inicial, uma nota oficial divulgada pelo Bem-Estar Animal de Hortolândia foi categórica: “está descartada a possibilidade de o cachorro ter morrido por ataque de animal silvestre”.

O laudo técnico, fundamentado na autópsia conduzida por um médico veterinário do próprio departamento, afastou definitivamente a hipótese do ataque da onça. Embora a causa exata e final da morte ainda não tenha sido detalhada no comunicado público, os padrões dos ferimentos não correspondem aos de um predador silvestre.

O médico veterinário Paulo Mancuso, membro do DPBEA, já havia indicado previamente que a probabilidade desse cenário era muito baixa. Segundo ele:

“Embora Hortolândia possua áreas verdes conectadas por corredores ecológicos que abrigam diversos animais silvestres, não há nenhuma evidência técnica que vincule a morte deste filhote a uma onça-parda. Além disso, o felino não foi avistado dentro do quintal da residência.”


Novas Linhas de Investigação: A Convivência Doméstica

Com o descarte do predador silvestre, a investigação se volta para a própria dinâmica do quintal. No mesmo local onde o filhote vivia e foi encontrado morto, reside também uma cadela pitbull adulta de três anos, que não sofreu qualquer tipo de ataque ou ferimento.

Segundo o veterinário Paulo Mancuso, a agressão por parte do cão adulto que já habitava o local tornou-se uma das principais hipóteses.

Por que isso pode acontecer?

  • Estresse Territorial: A introdução de um filhote muito enérgico pode causar estresse severo em um cão adulto, mesmo naqueles considerados dóceis.
  • Falta de Adaptação: Sem a supervisão adequada nos primeiros contatos, atritos graves podem ocorrer até que a hierarquia e o convívio se estabeleçam.

Novas análises decorrentes da necrópsia deverão trazer a clareza final sobre a dinâmica exata do óbito.


📞 Orientações de Segurança: Avistamento de Animais Silvestres

O episódio serviu de alerta para a convivência com a fauna local. O DPBEA orienta a população de Hortolândia a manter a calma e acionar imediatamente os órgãos responsáveis caso aviste um animal silvestre de médio ou grande porte e se sinta ameaçado. Não tente capturar, acuar ou afugentar o animal.

Contatos de Emergência em Hortolândia:

  • Corpo de Bombeiros: 193
  • DPBEA (Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal): (19) 99979-9406
  • WhatsApp DPBEA: (19) 99979-5115

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