
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) agiu com rigor nesta semana para retirar de circulação produtos que oferecem riscos à população. De fato, a autarquia determinou o recolhimento e a suspensão imediata da comercialização de diversos itens alimentícios e suplementos. Entre os casos mais graves, destaca-se a medida onde a Anvisa proíbe molho de tomate importado devido à contaminação física por fragmentos de vidro.
Além do risco físico no molho, a agência também mirou o mercado de suplementos alimentares. Foram identificados produtos que apresentavam ingredientes não autorizados pela legislação brasileira ou, pior ainda, que eram fabricados por empresas sem qualquer licença sanitária para operar.
Essas ações fiscalizatórias reforçam o compromisso da agência reguladora com a proteção da saúde pública. Abaixo, detalhamos cada caso para que você possa verificar se possui algum desses itens em sua despensa.
Perigo: Vidro no molho de tomate Granoro
O caso que mais chama a atenção pela gravidade envolve um produto básico da culinária. A Anvisa agiu prontamente após receber um alerta internacional vindo da rede RASFF (Rapid Alert System for Food and Feed – Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações).
A comunicação oficial indicava a presença de fragmentos de vidro dentro das embalagens. O produto afetado é o molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca italiana Mastromauro Granoro.
Especificamente, a contaminação foi detectada no Lote LM283. Diante do potencial risco de cortes na boca, garganta e danos ao sistema digestivo dos consumidores, a agência foi taxativa.
Imediatamente, a Anvisa suspendeu a comercialização, distribuição, importação, divulgação e o consumo deste lote em todo o território nacional. A medida visa retirar o produto perigoso das prateleiras de supermercados e empórios gourmet para evitar acidentes domésticos graves.
Suplemento Neovite Visão: Recolhimento voluntário
Outro produto que teve sua situação regulatória alterada foi o suplemento alimentar Neovite Visão, fabricado pela BL Indústria Ótica Ltda. (conhecida como Bausch Lomb). Este produto é voltado para a saúde ocular e muito utilizado por idosos.
Neste caso, a Anvisa proíbe molho de tomate e também determinou a suspensão dos lotes 25G073, S25C004, S25C003, S25C002 e S25G072 deste suplemento. Eles não podem ser distribuídos, fabricados ou consumidos.
Entretanto, o recolhimento foi de natureza voluntária. A própria empresa comunicou a agência após identificar irregularidades na formulação durante o controle de qualidade.
Segundo o relatório técnico da Anvisa, os lotes em questão foram produzidos utilizando Capsicum annuum L. (fruto da páprica). Esse ingrediente não é autorizado em suplementos alimentares como fonte de zeaxantina.
Além disso, foi constatado um erro na quantidade de aditivos. A presença de Caramelo IV (caramelo processo sulfito-amônia) nos produtos excedia o limite máximo permitido pela legislação sanitária vigente, o que pode causar reações em pessoas sensíveis.
Ervas Brasil: Empresa sem licença e falsas promessas
A fiscalização sanitária também mirou a empresa Ervas Brasil Indústria Ltda., resultando na apreensão de dois de seus produtos. A situação aqui é ainda mais delicada, pois envolve a operação irregular da fábrica.
Os produtos proibidos são:
Suplemento de Vitamina C Sucupira com Unha de Gato Ervas Brasil;
Suplemento Alimentar Colesterol Ervas Brasil.
Para estes itens, a Anvisa determinou a proibição total de qualquer atividade comercial. As razões para as ações contra os produtos da Ervas Brasil são graves e multifacetadas.
Primeiramente, a Anvisa informou que a empresa não possui licença sanitária nem alvará de funcionamento. Ou seja, a fábrica operava de forma clandestina, sem que as autoridades pudessem verificar as condições de higiene.
Adicionalmente, a marca utilizava ingredientes não autorizados em alimentos. Por fim, a empresa realizava a divulgação irregular de seus produtos com falsas indicações terapêuticas.
Os rótulos prometiam benefícios funcionais, como a cura de doenças ou controle de colesterol, sem qualquer comprovação científica registrada. Isso induz o consumidor ao erro e pode levá-lo a abandonar tratamentos médicos convencionais.
O que o consumidor deve fazer?
As recentes ações onde a Anvisa proíbe molho de tomate e suplementos servem como um importante alerta. A vigilância constante é necessária para proteger a segurança dos consumidores em um mercado tão vasto.
Se você adquiriu o molho de tomate do lote citado ou os suplementos irregulares, a orientação é clara: não consuma o produto.
No caso de ingestão acidental e aparecimento de sintomas, procure atendimento médico imediatamente. Para ressarcimento, o consumidor deve entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) das empresas fabricantes ou com o estabelecimento onde a compra foi realizada.
É fundamental que as empresas sigam as regulamentações rigorosas do país. Da mesma forma, os consumidores devem estar sempre atentos às informações divulgadas pelos órgãos competentes e ler os rótulos com atenção.
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Com informações de Agência Brasil.

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