
O mundo acompanhou um discurso histórico nesta semana. A mensagem de Natal do Papa Leão XIV trouxe um apelo urgente pela humanidade. O sermão ocorreu na quinta-feira (25).
O pontífice expressou profunda preocupação com a situação em Gaza. Leão XIV é o primeiro papa vindo dos Estados Unidos.
Geralmente, ele mantém um tom calmo e diplomático. Contudo, desta vez, o líder religioso foi direto. Ele usou a data sagrada para cobrar ações concretas.
O paralelo com o nascimento de Jesus
Durante a homilia na Basílica de São Pedro, o Papa emocionou os fiéis. Ele traçou um paralelo pungente.
Primeiramente, ele lembrou do estábulo onde Jesus nasceu. A Bíblia diz que Deus armou sua “frágil tenda” entre as pessoas.
Imediatamente, o Papa conectou isso à realidade atual. “Como não pensar nas tendas em Gaza?”, questionou ele.
O pontífice destacou as condições precárias na região. Segundo ele, as famílias estão expostas à chuva e ao frio há semanas.
Crise humanitária e política
A mensagem de Natal do Papa Leão XIV reflete a urgência do momento. Ele assumiu o papado em maio. Desde então, evitava temas políticos explícitos.
Entretanto, a crise humanitária exigiu uma postura firme. A ajuda é escassa na região, apesar do cessar-fogo de outubro.
O Papa defende uma solução duradoura. Para ele, o conflito só acabará com a criação de um Estado palestino.
Migrantes e os “esquecidos”
Além de Gaza, o Papa lembrou de outros vulneráveis. Ele citou os migrantes que atravessam o continente norte-americano.
O tema é central em seu trabalho. Embora não tenha citado nomes, ele criticou a repressão à imigração.
Para Leão XIV, negar ajuda é rejeitar o próprio Deus. Ele também lamentou a situação dos sem-teto e dos jovens soldados.
“Frágil é a carne das populações indefesas, provadas por tantas guerras”, afirmou o pontífice.
Bênção Urbi et Orbi
Por fim, o Papa proferiu a bênção “Urbi et Orbi”. Ele falou da sacada central para milhares de pessoas.
Nesse momento, ele pediu o fim das guerras globais. O Papa citou conflitos na Ucrânia, Sudão e Mianmar.
Sobre a Ucrânia, ele pediu diálogo sincero. O objetivo é que o “clamor das armas cesse”.
Ele também mencionou a tensão entre Tailândia e Camboja. O Papa exortou as nações à reconciliação imediata.
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Com informações de: Agência Brasil.
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