O debate sobre a nova licença-paternidade ganhou força no Brasil. A Câmara dos Deputados aprovou um Projeto de Lei (PL) crucial recentemente. O texto promete transformar a rotina das famílias brasileiras.

A proposta altera a duração do benefício. Além disso, ela cria o “salário-paternidade”. O objetivo é ampliar a presença do pai nos primeiros dias do bebê.

O impacto será grande em regiões com alta natalidade. No interior paulista, por exemplo, os números impressionam.

Segundo a Central de Informações do Registro Civil (CRC Nacional), uma importante área da região registrou 33.697 nascimentos apenas em 2025.

O impacto na região de Campinas

A demanda por direitos familiares é urgente. Os dados regionais mostram a dimensão dessa necessidade.

Confira o número de nascimentos nas principais cidades da região em 2025:

  • Campinas: 15.928 nascimentos.

  • Piracicaba: 4.636 nascimentos.

  • Limeira: 3.183 nascimentos.

  • Sumaré: 2.490 nascimentos.

  • Americana: 2.157 nascimentos.

  • Hortolândia: 1.837 nascimentos.

Cidades como Santa Bárbara d’Oeste, Paulínia, Nova Odessa e Cosmópolis também somam milhares de novos cidadãos. Portanto, a nova licença-paternidade chega em boa hora.

Como funcionará o aumento do prazo

O texto substitutivo do PL nº 3.935/2008 traz mudanças progressivas. Se o Senado aprovar, as regras valerão a partir de 1º de janeiro de 2027.

A ampliação dos dias ocorrerá em etapas:

  1. Anos 1 e 2: A licença será de 10 dias.

  2. Ano 3: O prazo sobe para 15 dias.

  3. A partir do ano 4: O benefício chega a 20 dias (condicionado a metas fiscais).

Além disso, há uma regra especial. Para pais de crianças com deficiência, o período terá um acréscimo de um terço.

Salário-Paternidade e estabilidade

A proposta cria o Salário-Paternidade. Esse benefício seguirá os moldes do salário-maternidade.

Ou seja, o trabalhador receberá remuneração integral. O pagamento virá da Previdência Social. Contudo, o pai não poderá exercer outra atividade remunerada durante a licença.

Outro ponto forte é a estabilidade. O projeto proíbe a demissão sem justa causa durante o período.

A proteção começa na licença e vai até um mês após o término. Se a empresa demitir, deverá pagar indenização.

Flexibilidade para os pais

A nova licença-paternidade permite o fracionamento. O pai poderá dividir o tempo em dois períodos.

A primeira parte deve ter, no mínimo, metade dos dias. Ela deve ser usada logo após o nascimento. O restante pode ser tirado em até 180 dias.

Para garantir o direito, o empregado deve avisar a empresa. A comunicação precisa ocorrer com 30 dias de antecedência.

Agora, o projeto segue para o Senado Federal. Se aprovado sem mudanças, ele irá para sanção presidencial.

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