Livros na Biblioteca de Hortolândia têm Júlio Verne e Sérgio Vaz entre os destaques

Clássico “A Volta ao Mundo em Oitenta Dias” e a produção poética de Sérgio Vaz aparecem entre leituras que despertam interesse do público na Biblioteca Municipal

Os livros na Biblioteca de Hortolândia continuam atraindo leitores de diferentes idades e perfis. Entre os destaques observados neste início de novembro estão o clássico A Volta ao Mundo em Oitenta Dias, de Júlio Verne, e obras ligadas à poesia periférica de Sérgio Vaz.

A variedade chama atenção porque reúne dois universos literários bastante diferentes. De um lado, uma aventura publicada no século XIX que atravessou gerações. Do outro, uma produção contemporânea marcada pela realidade das periferias, pela oralidade e pela aproximação da literatura com o cotidiano.

O movimento reforça uma característica já observada anteriormente pela Biblioteca Municipal Terezinha França de Mendonça Duarte: leitores locais transitam entre clássicos, best-sellers, obras infantojuvenis, poesia e títulos de diferentes gêneros.

Livros na Biblioteca de Hortolândia misturam clássico e poesia contemporânea

A Volta ao Mundo em Oitenta Dias é uma das obras mais conhecidas do escritor francês Júlio Verne. A história acompanha Phileas Fogg, um inglês metódico que aceita o desafio de dar a volta ao mundo em apenas 80 dias.

Ao longo da viagem, Fogg e seu companheiro Passepartout passam por diferentes países, meios de transporte e situações inesperadas. A narrativa combina aventura, tecnologia, deslocamentos e o fascínio pelo avanço dos transportes no século XIX.

Mesmo após mais de um século, a obra segue despertando interesse por apresentar uma história ágil e acessível, além de permitir ao leitor acompanhar uma viagem por diferentes culturas e regiões do planeta.

A presença de Júlio Verne entre as leituras procuradas mostra que títulos clássicos continuam encontrando espaço ao lado de produções recentes.

Sérgio Vaz aproxima poesia e periferia

Outro destaque é a produção de Sérgio Vaz, um dos principais nomes da literatura periférica brasileira. Poeta e produtor cultural, ele construiu uma trajetória ligada à democratização do acesso à leitura e à valorização da produção artística das periferias.

Vaz é criador da Cooperifa, movimento cultural surgido na região metropolitana de São Paulo que ajudou a transformar saraus em espaços de encontro, circulação de livros e apresentação de novos escritores.

Entre suas obras mais conhecidas estão Colecionador de Pedras, Literatura, Pão e Poesia e Flores de Alvenaria. Sua produção costuma abordar temas como identidade, desigualdade, afeto, resistência cultural e cotidiano.

O poeta também mantém uma relação próxima com Hortolândia. Em agosto, ele participou da reabertura da Biblioteca Municipal em nova sede e declamou poemas para o público. O Conexão Hortolândia acompanhou a retomada das atividades no novo espaço.

Leitores de Hortolândia têm interesses variados

A diversidade das leituras não é novidade na biblioteca. Em setembro, por exemplo, o ranking de empréstimos reuniu desde livros infantis e títulos da série Diário de um Banana até o clássico distópico 1984, de George Orwell.

Naquele levantamento também apareceram romances contemporâneos e obras de diferentes estilos. A lista foi publicada pelo Conexão Hortolândia em uma seleção dos livros mais emprestados da Biblioteca Municipal.

Esse comportamento ajuda a mostrar que o público não se concentra em apenas um gênero. Obras juvenis convivem com clássicos da literatura, poesia, romances, livros de filosofia e outros títulos disponíveis no acervo.

Biblioteca possui mais de 20 mil títulos

A Biblioteca Municipal Terezinha França de Mendonça Duarte possui atualmente mais de 20 mil títulos catalogados e atende milhares de usuários cadastrados.

O espaço funciona na Rua Francisco Guimarães de Oliveira, nº 40, no Remanso Campineiro. A unidade foi reaberta em agosto em um prédio maior, organizado em dois pisos para separar áreas de convivência, literatura, estudo e pesquisa.

No primeiro piso ficam setores como acervo infantojuvenil, histórias em quadrinhos, sala infantil e espaços de convivência. Já o segundo piso reúne o acervo principal, obras de referência e áreas voltadas ao estudo e à leitura.

A estrutura também conta com computadores com acesso à internet e espaços destinados a atividades culturais.

Como pegar livros emprestados?

O empréstimo de livros é destinado aos usuários cadastrados na Biblioteca Municipal. O prazo normal é de 14 dias, com possibilidade de renovação por mais 14 dias.

Para fazer o cadastro, moradores devem comparecer à biblioteca com documento original com foto e comprovante de endereço. Crianças e adolescentes precisam apresentar também documento do responsável e autorização assinada.

Pessoas que moram fora de Hortolândia também podem utilizar o serviço desde que comprovem vínculo com o município por trabalho ou estudo.

A biblioteca funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O atendimento também dispõe do Bibliozap para orientações e renovação de empréstimos.

Leitura segue conectando gerações

O interesse simultâneo por Júlio Verne e Sérgio Vaz mostra como uma biblioteca pública pode aproximar autores separados por época, estilo e contexto social.

Enquanto Verne representa uma tradição de aventura que atravessa gerações, a poesia de Vaz leva para os livros experiências urbanas e periféricas contemporâneas.

Essa combinação amplia as possibilidades de descoberta para quem visita o espaço e reforça o papel da biblioteca como ponto de acesso gratuito à literatura.

Com um acervo diversificado, os livros na Biblioteca de Hortolândia seguem oferecendo opções tanto para quem procura obras conhecidas quanto para leitores interessados em descobrir novas vozes e estilos.

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Redação Conexão Hortolândia
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