Transporte público em Campinas: Tarifa sobe para R$ 6,00 em janeiro. Foto: Foto: Divulgação/Transurc
Transporte público em Campinas: Tarifa sobe para R$ 6,00 em janeiro. Foto: Foto: Divulgação/Transurc

O ano novo começará com mudanças importantes para o bolso do cidadão. De fato, os usuários do transporte público em Campinas sentirão o impacto de um reajuste nas tarifas já no primeiro dia de 2026. A medida, anunciada pela administração municipal e pelas empresas concessionárias, visa equilibrar as contas do sistema.

A partir de 1º de janeiro, os novos valores entram em vigor em todas as linhas municipais. Segundo o decreto oficial, o aumento médio será de 4,24%. Esse percentual se alinha à inflação acumulada nos últimos doze meses, conforme os índices econômicos do setor.

Imediatamente, a notícia gerou repercussão entre os passageiros. Afinal, o ônibus é o principal meio de locomoção para milhares de trabalhadores e estudantes na metrópole.

Com a mudança, o valor do Bilhete Único Comum sofrerá alteração. Atualmente custando R$ 5,70, a tarifa passará para R$ 6,00.

Para aqueles que utilizam o Vale-Transporte (VT), pago pelas empresas, o custo será maior. A tarifa nesta modalidade subirá de R$ 6,20 para R$ 6,50.

É importante que os passageiros estejam cientes dessas alterações. Consequentemente, eles devem se planejar financeiramente para absorver o custo extra no orçamento mensal.

Motivos do reajuste no transporte público em Campinas

A justificativa para o aumento baseia-se em critérios técnicos. Este ajuste de 4,24% reflete a variação da inflação acumulada no período, que impacta diretamente os insumos.

Principalmente, o custo do óleo diesel e a manutenção da frota pesam na planilha. Além disso, o reajuste dos salários dos motoristas e cobradores também influencia o cálculo final.

Portanto, o objetivo é manter o equilíbrio financeiro do sistema de transporte coletivo da cidade. Sem essa correção, a operação poderia sofrer com a falta de investimentos ou redução de horários.

Segundo a Secretaria de Transportes (Setransp), a medida busca cobrir os custos operacionais crescentes. Assim, garante-se a continuidade do serviço prestado à população.

Regras de integração e benefícios

No que tange à política de integração das linhas, uma boa notícia foi mantida. A primeira conexão gratuita permanecerá em vigor no transporte público em Campinas.

Ou seja, o usuário poderá pegar dois ônibus pagando apenas uma passagem, dentro do período estipulado (geralmente de 2 horas). Isso assegura que os passageiros possam fazer a primeira baldeação sem custo adicional.

Dessa forma, quem mora em bairros distantes e precisa trocar de linha nos terminais não será duplamente penalizado. O sistema de Bilhete Único continua sendo a ferramenta central dessa integração.

Também, as gratuidades previstas em lei seguem inalteradas. Idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência mantêm o direito ao acesso livre, conforme a legislação federal e municipal.

Como carregar o Bilhete Único

Diante dos novos valores, a recomendação é antecipar a recarga. Os créditos comprados antes da virada do ano, em alguns casos, podem ter regras específicas de validade ou conversão, por isso é importante consultar a Transurc.

Para evitar filas, os usuários devem priorizar os canais digitais. Atualmente, é possível carregar o cartão através de aplicativos credenciados no celular.

Além disso, a rede de postos de recarga física continua operando nos terminais urbanos. O transporte público em Campinas conta com terminais importantes como o Central, Ouro Verde, Campo Grande e Barão Geraldo.

Para quem utiliza o QR Code (bilhete avulso), o preço também deve acompanhar a tabela. Por isso, a migração para o Bilhete Único Comum é sempre vantajosa, pois oferece a integração.

Impacto na Região Metropolitana

O reajuste na cidade polo costuma influenciar a região. Frequentemente, cidades vizinhas observam a movimentação do transporte público em Campinas para definir suas próprias tarifas.

Afinal, a integração metropolitana (EMTU) é outro sistema que conecta as cidades. Porém, este reajuste anunciado vale especificamente para os ônibus municipais (aqueles da cor verde e azul, por exemplo).

Consequentemente, trabalhadores que moram em Hortolândia ou Sumaré, mas trabalham em Campinas e usam o transporte municipal, devem avisar seus empregadores. O RH das empresas precisará ajustar o valor do benefício depositado no cartão.

Resumo dos Novos Valores (Vigência: 01/01/2026)

Para facilitar a compreensão, confira a tabela atualizada:

  • Bilhete Único Comum: De R$ 5,70 para R$ 6,00

  • Vale-Transporte: De R$ 6,20 para R$ 6,50

  • Escolar (60% de desconto): Valor proporcional ao novo reajuste.

  • Universitário (50% de desconto): Valor proporcional ao novo reajuste.

Enfim, a medida entra em vigor no primeiro dia do novo ano. As concessionárias do serviço já se preparam para a aplicação dos novos valores nas catracas.

A Transurc (Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas) deve atualizar os validadores na madrugada do dia 31 para o dia 1º, portanto prepare o bolso.

Transporte público em Campinas: Tarifa sobe para R$ 6,00 em janeiro. Foto: Foto: Divulgação/Transurc
Transporte público em Campinas: Tarifa sobe para R$ 6,00 em janeiro. Foto: Foto: Divulgação/Transurc

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