
A violência urbana marcou o fim de semana na região com um crime brutal. De fato, um beneficiário da saidinha morto a tiros chocou a comunidade de Hortolândia na tarde deste domingo (28). A execução, com características de acerto de contas, mobilizou as forças policiais e o serviço de resgate.
O homicídio foi registrado especificamente na Rua Geraldo Teixeira Lopes, localizada no bairro Jardim Campos Verdes. Segundo informações preliminares da Polícia Militar (PM), a vítima foi surpreendida em via pública. O homem, que cumpria pena e usufruía do benefício da saída temporária de fim de ano, não teve chance de defesa.
Imediatamente, moradores acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Contudo, ao chegar ao local, a equipe médica apenas pôde constatar o óbito. A cena do crime indicava uma violência extrema: os peritos identificaram mais de 20 perfurações causadas por disparos de arma de fogo.
Este caso do beneficiado da saidinha morto reacende o debate sobre a segurança pública durante os períodos de indultos e saídas temporárias. Afinal, a fiscalização desses detentos é um desafio constante para as autoridades da Região Metropolitana de Campinas (RMC).
Dinâmica da execução no Jardim Campos Verdes
Conforme relatos colhidos pela Guarda Municipal e Polícia Militar no local, a dinâmica do crime sugere uma execução planejada. Testemunhas afirmaram que dois indivíduos se aproximaram da vítima em um veículo ainda não identificado.
Rapidamente, os suspeitos efetuaram os disparos à queima-roupa e fugiram em alta velocidade. Até o momento, ninguém foi preso. A Polícia Científica realizou a perícia técnica para coletar cápsulas e outras evidências que possam levar aos autores.
Simultaneamente, a Polícia Civil de Hortolândia abriu inquérito para investigar o caso. Os agentes buscam imagens de câmeras de segurança de residências e comércios próximos que possam ter flagrado a fuga dos criminosos.
Embora a identidade oficial da vítima não tenha sido divulgada em nota, as autoridades confirmaram seu status prisional. Infelizmente, a morte deste beneficiado da saidinha morto não é um caso isolado neste período festivo.
Onda de crimes e prisões na RMC
O cenário na região é de alerta máximo. Além da execução em Hortolândia, a “saidinha” de Natal trouxe uma série de ocorrências policiais em toda a RMC. Cerca de 4 mil detentos receberam o direito de passar as festas com a família, com retorno agendado para o dia 5 de janeiro.
Entretanto, o descumprimento das regras tem sido frequente. Entre a última terça-feira (23) e o domingo (28), a Polícia Militar prendeu ao menos 17 beneficiados que voltaram a cometer crimes.
Dois casos recentes chamam a atenção pela gravidade:
- Violência em Sumaré: Um homem de 29 anos, que havia deixado a prisão na véspera de Natal, foi detido após agredir a própria companheira. Ele utilizou uma faca para fazer ameaças e arremessou uma pedra contra a vítima. A PM agiu rápido e evitou uma tragédia maior.
- Ameaças em Nova Odessa: No mesmo dia em que foi liberado, um detento condenado por roubo foi preso novamente. Ele perseguiu e ameaçou de morte sua ex-mulher e a filha do casal, sendo interceptado pela polícia no Hospital Municipal.
Esses episódios, somados ao caso do beneficiado da saidinha morto em Hortolândia, demonstram a reincidência criminal de uma parcela dos contemplados pelo benefício.
O que diz a lei sobre a “Saidinha”
É fundamental esclarecer que a saída temporária não é liberdade plena. A Lei de Execução Penal impõe regras rígidas que, se descumpridas, resultam no retorno imediato ao regime fechado.
Para manter o benefício, o detento deve seguir normas claras:
- Não frequentar bares, boates ou locais de reputação duvidosa;
- Não ingerir bebidas alcoólicas;
- Permanecer no endereço cadastrado durante o período noturno (das 19h às 6h);
- Não se envolver em novas práticas delituosas.
Em todo o estado de São Paulo, a Polícia Militar já flagrou mais de 500 violações dessas regras apenas nesta semana. A fiscalização continua intensa até o fim do prazo estipulado pela Justiça.
Colaboração da população
Agora, a Polícia Civil concentra esforços para elucidar a execução no Jardim Campos Verdes. A participação da comunidade é vital para o sucesso das investigações.
Informações sobre o veículo usado pelos atiradores ou a identidade dos suspeitos podem ser repassadas de forma anônima. O sigilo é garantido pelas autoridades.
Canais de Denúncia:
- Polícia Militar: 190
- Disque Denúncia: 181
- Guarda Municipal: 153

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