
Ação da Polícia Civil apreendeu 22 ampolas de tirzepatida. Negociações ocorriam em grupos fechados de aplicativos de mensagens e cada unidade era vendida por cerca de R$ 1 mil.
AMERICANA (SP) — Uma cabeleireira de 32 anos foi presa em flagrante na manhã desta segunda-feira (20) pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Americana, na Região Metropolitana de Campinas. Ela é acusada de comercializar ilegalmente medicamentos para emagrecimento contrabandeados do Paraguai. Ao todo, a polícia apreendeu 22 ampolas de tirzepatida.
Segundo o delegado Fernando Fincatti, responsável pelo caso, as investigações tiveram início após a polícia receber uma denúncia informando que um lote de medicamentos ilegais seria entregue em um posto de combustíveis na entrada da cidade.
Com o apoio de trabalhos de inteligência, os investigadores conseguiram identificar o veículo utilizado pela suspeita. A polícia também descobriu que a cabeleireira utilizava um grupo fechado em um aplicativo de mensagens para atrair clientes e negociar as vendas.
A Abordagem e Apreensões
A prisão ocorreu no Posto Portal Americana, localizado nas proximidades da sede da própria Dise. Durante a revista no veículo da suspeita, um Volkswagen Up, os policiais encontraram uma caixa térmica contendo quatro ampolas do medicamento TG15 (tirzepatida).
Questionada pelos agentes, a mulher confessou que havia acabado de vender o medicamento por R$ 1.000. Ela também admitiu que mantinha um estoque maior do produto em sua residência, localizada no bairro Portal Bordon, na cidade vizinha de Sumaré.
Em diligência até o imóvel da suspeita, os policiais localizaram e apreenderam:
- 18 ampolas adicionais de tirzepatida;
- 39 seringas utilizadas para a aplicação do produto;
- 1 máquina de cartão de crédito/débito;
- 1 aparelho celular (usado nas negociações);
- O veículo Volkswagen Up utilizado para as entregas.
Crime contra a saúde pública
A cabeleireira recebeu voz de prisão e foi autuada em flagrante delito com base no artigo 273 do Código Penal, que tipifica como crime contra a saúde pública a prática de importar, vender, expor à venda ou armazenar produtos medicinais de procedência ignorada ou introduzidos de forma clandestina no Brasil.
Após o registro da ocorrência e os procedimentos legais na Dise de Americana, a mulher foi transferida para a Cadeia Pública de Monte Mor, onde permanece à disposição da Justiça e aguarda a audiência de custódia.
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