
A Polícia Civil obteve detalhes chocantes sobre o caso. O calheiro confessa morte de dentista Marcelo Bacci Coimbra com frieza. O crime ocorreu em um motel de Hortolândia.
Nelson Henrique de Andrade, de 30 anos, se entregou no domingo (21). Ele prestou depoimento e admitiu o assassinato.
Segundo o suspeito, a morte aconteceu na madrugada de 8 de dezembro. A dupla estava no quarto do estabelecimento. Eles consumiram bebidas alcoólicas antes da tragédia.
Omissão de socorro brutal
A confissão revelou a crueldade do ato. Nelson disse que discutiu com a vítima. Em seguida, ele empurrou o dentista.
Com a queda, Marcelo bateu a cabeça em um móvel. Imediatamente, ele ficou desacordado.
Porém, o calheiro não pediu ajuda. Pelo contrário, ele sentou e acendeu um cigarro.
“Ele acendeu um cigarro e aguardou o Marcelo morrer”, destacou o delegado Marcel Fehr.
O suspeito esperou cerca de 30 minutos. Somente após constatar o óbito, ele decidiu agir.
Cronologia e ocultação do corpo
A polícia reconstruiu os passos do criminoso. Câmeras de segurança ajudaram na investigação.
Primeiramente, Nelson colocou o corpo no carro da vítima. Depois, ele forçou a saída do motel.
Vídeos mostram o suspeito ameaçando funcionárias. Logo depois, ele saiu em alta velocidade.
O calheiro dirigiu até Sumaré. Ele jogou o corpo em uma área verde no Jardim Santa Terezinha.
No dia seguinte, o crime ficou pior. Nelson voltou ao local e ateou fogo no cadáver. Ele usou pneus para queimar o corpo.
Além disso, ele incendiou o carro da vítima. O veículo foi destruído perto de uma linha férrea.
Prisão e acusações
O calheiro confessa morte de dentista após fugir para São Paulo. Ele se sentiu pressionado pelas investigações.
Sem dinheiro e cercado, Nelson procurou uma delegacia. A prisão ocorreu na capital paulista.
Agora, ele responderá por crimes graves. O delegado indiciou o homem por três delitos.
São eles: homicídio qualificado, ocultação de cadáver e dano qualificado. O suspeito permanece preso preventivamente.
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