Polícia Civil apreende garrafas e bebidas falsificadas em Hortolândia. Divulgação Polícia Civil.

Estrutura completa para adulteração de marcas famosas funcionava no interior de uma residência no bairro Chácara Recreio Alvorada. Um suspeito foi preso em flagrante.

O cerco contra a fraude e os crimes de saúde pública resultou em uma grande apreensão na Região Metropolitana de Campinas. Uma operação deflagrada pela Polícia Civil desarticulou, recentemente, um esquema criminoso sofisticado focado na produção e distribuição de bebidas falsificadas em Hortolândia.

A ação policial cumpriu mandados de busca e apreensão e localizou uma verdadeira fábrica clandestina operando a todo vapor nos fundos de uma residência comum. O saldo da operação foi a retirada de centenas de litros de produtos adulterados do mercado e a prisão de um homem responsável pelo esquema.

A estrutura da fábrica clandestina no Recreio Alvorada

As investigações conduzidas pelo setor de inteligência da Polícia Civil levaram os agentes diretamente ao alvo da operação: um imóvel situado na Rua Uirapuru, número 215, no bairro Chácara Recreio Alvorada.

Ao adentrarem o local com o mandado judicial em mãos, os investigadores foram surpreendidos por uma estrutura industrial montada de forma totalmente irregular. O espaço era utilizado exclusivamente para a fabricação, o envase e a falsificação de bebidas alcoólicas de diversas marcas conhecidas e caras no mercado nacional e internacional (como uísques, vodcas e destilados premium).

Para enganar os consumidores, bares e adegas da região, o esquema era meticuloso e focado em dar aos produtos adulterados uma aparência perfeitamente original e autêntica.

O que a Polícia Civil apreendeu no local

Durante as buscas e vistorias nos cômodos da residência, as equipes de investigação fizeram um levantamento completo de todo o maquinário e dos insumos utilizados pelo suspeito. A produção em larga escala de bebidas falsificadas em Hortolândia contava com vasto material ilícito.

A polícia recolheu os seguintes itens no imóvel:

  • Líquidos adulterados: Galões plásticos de grande porte contendo as misturas químicas utilizadas na produção clandestina, totalizando mais de 200 litros de bebidas prontas para o envase.
  • Material gráfico de falsificação: Centenas de rótulos impressos de diversas marcas famosas, além de tampas, lacres de segurança e selos de imposto que imitavam com precisão os originais.
  • Recipientes de envase: Aproximadamente 500 garrafas de vidro vazias (muitas recolhidas do lixo ou compradas em ferros-velhos), que já estavam lavadas e prontas para serem preenchidas com a bebida falsa.

Todo o maquinário, as embalagens e as amostras dos líquidos apreendidos foram isolados e encaminhados diretamente para o Instituto de Criminalística (IC). A perícia técnica especializada emitirá um laudo detalhado sobre a composição química exata dos líquidos encontrados, o que pode agravar as acusações, uma vez que bebidas falsificadas costumam conter substâncias tóxicas, como metanol, que podem causar cegueira e até a morte dos consumidores.

Prisão em flagrante e próximos passos da investigação

O morador do imóvel e apontado como o principal responsável pela administração da fábrica clandestina foi detido imediatamente. No momento da incursão policial, o clima no imóvel era familiar: a companheira do suspeito e o filho do casal, uma criança de aproximadamente seis anos de idade, também estavam presentes na residência e presenciaram a batida.

Após receber voz de prisão em flagrante, o homem foi conduzido ao Plantão Policial da cidade para o registro da ocorrência. Posteriormente, ele foi transferido para a Cadeia Pública de Sumaré, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário. O suspeito deverá responder por crimes contra a saúde pública, falsificação de produtos e fraude ao comércio.

A Polícia Civil ressaltou que o inquérito policial segue em andamento para aprofundar as investigações. O objetivo agora é descobrir há quanto tempo a estrutura criminosa funcionava, qual era o destino comercial exato destas garrafas (adegas, casas de shows ou festas) e se há o envolvimento de outras pessoas na vasta rede de distribuição pela região.

Polícia Civil apreende garrafas e bebidas falsificadas em Hortolândia. Divulgação Polícia Civil.

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