Ingrid Dalarmi, de 23 anos, busca justiça após ser vítima de uma tentativa de estupro na região central de Hortolândia, no último domingo (30). A jovem, ainda se recuperando dos ferimentos físicos e emocionais, expressou sua determinação em superar o trauma e a importância da identificação e prisão do agressor.

Na quinta-feira (4), Ingrid deverá comparecer à Polícia Civil em São Paulo para a criação de um retrato falado do criminoso, uma ferramenta crucial para as investigações conduzidas pela Delegacia de Defesa da Mulher de Hortolândia.

Em entrevista, Ingrid explicou a decisão de expor sua imagem e os ferimentos sofridos, motivada pelo desejo de alertar outras mulheres sobre a violência e de evitar que passem pela mesma experiência. Ela descreveu o momento do ataque como uma luta pela sobrevivência, onde precisou fingir estar morta para escapar.

Ao lado de sua mãe, Maria Ivonete, Ingrid detalhou a dor e os hematomas no rosto, cabeça, pescoço e tronco, que se agravaram desde o ataque. Exames realizados no Instituto Médico Legal (IML) de Americana confirmaram a extensão dos ferimentos.

Desde o ataque, Ingrid está hospedada na casa de sua mãe, em Monte Mor, buscando apoio familiar para lidar com o trauma. Ela enfatizou a importância do acompanhamento psicológico para superar as dificuldades emocionais.

A jovem expressou gratidão pelo apoio que tem recebido da comunidade e de figuras públicas, destacando a importância da confiança no trabalho da Polícia Civil, especialmente da Delegacia de Defesa da Mulher de Hortolândia.

Ingrid espera que a justiça seja feita, com a prisão e o julgamento do agressor, para que possa retomar sua vida e seus objetivos. Apesar do trauma, ela não perdeu o emprego e espera retornar ao trabalho assim que se recuperar.

A vítima ressaltou a importância do apoio familiar e da fé para superar o trauma.

Ingrid também cobrou melhorias na segurança do local onde foi atacada, sob o viaduto da Avenida Anhanguera, próximo ao shopping da cidade, onde trabalha. Ela relatou a falta de iluminação, câmeras de segurança e policiamento na área, o que a torna vulnerável. Ingrid acredita que o local, onde foram encontrados vestígios de outros crimes, representa um risco para outras mulheres.

Até o momento, a Prefeitura de Hortolândia não se manifestou sobre as medidas de segurança na região.

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