O prefeito de Hortolândia, Zezé Gomes, anunciou nesta sexta-feira a exoneração de Carlos Augusto César, o Cafu, do cargo de secretário municipal de Governo. A decisão ocorre após a deflagração da Operação “Coffee Break” pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União na última quarta-feira.

Além de Cafu César, foram exonerados outros dois membros do primeiro escalão e um diretor de departamento, todos citados na investigação. As exonerações dos cargos de confiança foram realizadas a pedido dos próprios envolvidos, conforme publicado no Diário Oficial. Cafu, no entanto, mantém o cargo de vice-prefeito, para o qual foi eleito em 2024, mas sem integrar a estrutura administrativa do executivo municipal.

Até o momento, Cafu César permanece sob prisão preventiva por determinação da Justiça Federal de Campinas. Seu advogado informou que ainda nesta sexta-feira um pedido de habeas corpus será protocolado junto ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo, buscando a imediata libertação do cliente.

Ainda no âmbito das exonerações, o prefeito de Hortolândia também dispensou o secretário municipal de Educação, Fernando Gomes de Moraes, também preso preventivamente pela Polícia Federal na quarta-feira. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Moraes, mas o espaço permanece aberto para manifestações.

Outro nome desligado da administração municipal foi o secretário de Habitação, Rogério Mion, igualmente citado na Operação “Coffee Break”. Adicionalmente, a diretora do Departamento de Almoxarifado e Patrimônio, Carla Ariane Trindade, também mencionada nos documentos da operação, foi exonerada a pedido.

A Polícia Federal ainda não divulgou oficialmente as suspeitas ou acusações específicas que recaem sobre os envolvidos. Contudo, todos estariam relacionados a um esquema de fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, superfaturamento e tráfico de influência. Estima-se que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 128 milhões em recursos públicos de prefeituras desde 2021, incluindo Hortolândia, Sumaré, Morungaba e, possivelmente, Limeira.

Em Sumaré, o ex-secretário de Educação da gestão anterior, José Aparecido Ribeiro Marin, permanece foragido da Justiça Federal. Ele é um dos seis alvos de mandados de prisão preventiva expedidos na Operação “Coffee Break” e o único que ainda não foi localizado e detido pela Polícia Federal.

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