Amostras para testes de Mpox (Foto: Agência Brasil/Divulgação)
Amostras para testes de Mpox (Foto: Agência Brasil/Divulgação)

A rede de vigilância epidemiológica está em estado de atenção. A Secretaria Estadual de Saúde confirmou o registro de cinco casos de mpox na região de Campinas apenas nos primeiros meses de 2026. Os dados englobam a área de cobertura do Departamento Regional de Saúde (DRS) de Campinas, que é responsável por articular o atendimento em 42 municípios do interior paulista.

Além dos cinco diagnósticos já positivados por exames laboratoriais, as autoridades sanitárias informaram que outros dois casos suspeitos estão sob investigação rigorosa, aguardando os resultados das coletas.

O cenário exige atenção, mas as autoridades reforçam que não há motivo para pânico generalizado. Em todo o estado de São Paulo, o painel de monitoramento contabiliza 51 casos confirmados da doença neste ano. O dado mais tranquilizador é que, até o momento, não há nenhum registro de morte provocada pelo vírus em território paulista em 2026.

O primeiro caso e a evolução na metrópole

Entre os registros confirmados de mpox na região de Campinas, o caso inaugural deste ano ocorreu logo nas primeiras semanas de janeiro. O paciente “paciente zero” de 2026 na metrópole é um homem de 35 anos, residente em Campinas.

De acordo com o histórico médico, ele começou a apresentar os primeiros sintomas no dia 3 de janeiro e buscou atendimento rapidamente em uma unidade da rede privada de saúde da cidade. A detecção precoce foi fundamental para o isolamento e tratamento adequado.

A evolução clínica foi extremamente positiva. O paciente cumpriu o período de quarentena recomendado e evoluiu para a cura total no dia 19 de janeiro. Segundo a Prefeitura de Campinas, o rastreamento epidemiológico foi feito, mas não há informações conclusivas sobre o local exato onde ele contraiu a infecção.

Afinal, o que é a Mpox?

A mpox (nomenclatura atualizada pela Organização Mundial da Saúde para substituir o termo “varíola dos macacos”, a fim de evitar estigmas) é uma zoonose viral. Isso significa que é uma doença transmitida originalmente entre animais e pessoas, mas que hoje circula de forma sustentada entre humanos.

A transmissão do vírus ocorre principalmente através do contato físico próximo e íntimo com pessoas infectadas. As formas mais comuns de contágio incluem:

  • Toque direto nas lesões de pele ou bolhas da pessoa doente;
  • Troca de secreções respiratórias em interações face a face prolongadas;
  • Contato íntimo ou sexual;
  • Contato com objetos pessoais contaminados (como toalhas, roupas de cama e talheres).

Embora menos comum em áreas urbanas brasileiras, também pode haver contágio por meio do contato com animais silvestres infectados, especialmente pequenos roedores.

Sinais de alerta: Quais os sintomas?

Para conter o avanço da mpox na região de Campinas, a população precisa saber reconhecer os sinais da doença. O período de incubação (tempo entre o contato com o vírus e o início dos sintomas) costuma variar de 6 a 13 dias.

Os sintomas iniciais muitas vezes se confundem com uma gripe forte, mas evoluem para características específicas:

  • Febre súbita e dores de cabeça intensas;
  • Dores musculares e nas costas;
  • Calafrios e exaustão profunda;
  • Inchaço dos gânglios linfáticos (as famosas “ínguas”, principalmente no pescoço, axilas ou virilha);
  • Erupções cutâneas ou lesões na pele (que começam como manchas vermelhas, viram bolhas de água, depois pus, até secarem e formarem crostas).

Prevenção e o cenário nas cidades vizinhas

Especialistas em infectologia são unânimes: a prevenção é a melhor ferramenta. Medidas simples de higiene e comportamento reduzem drasticamente o risco de transmissão.

É essencial manter a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel. Além disso, deve-se evitar contato direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas na pele e não compartilhar objetos de uso pessoal.

Enquanto a região de Campinas contabiliza cinco confirmações, áreas vizinhas apresentam um cenário um pouco mais brando. Na área do DRS de Piracicaba, que reúne 25 cidades, não há confirmações oficiais da doença em 2026 até o momento. Contudo, a vigilância segue ativa, pois existem dois casos suspeitos aguardando exames (sendo um deles na própria cidade de Piracicaba).

A Secretaria de Saúde reforça: ao notar o aparecimento de bolhas ou feridas na pele associadas a febre e ínguas, o cidadão deve buscar imediatamente a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, utilizar máscara de proteção e evitar o contato físico com familiares.

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Conexão Hortolândia
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O Conexão Hortolândia é um veículo de comunicação jornalística independente, dedicado a cobrir os principais fatos e acontecimentos de Hortolândia e da Região Metropolitana de Campinas (RMC).