
A Justiça prorrogou por mais 30 dias a prisão preventiva de Hélio Silva, presidente da Câmara de Sumaré (Cidadania). O parlamentar foi inicialmente detido em setembro durante uma operação da Polícia Federal que apura um esquema de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas na região.
Conforme as apurações conduzidas pela Polícia Federal, o vereador é apontado como um dos financiadores das atividades ilícitas da organização. A investigação aponta indícios de envolvimento direto na aquisição, no armazenamento e na distribuição de entorpecentes destinados a pontos de venda em Sumaré e em outras cidades vizinhas.
Atuação política e operação policial
Hélio Silva tem 55 anos e exercia o cargo de presidente da Câmara de Sumaré no momento da prisão. Nas eleições deste ano, mesmo sob detenção durante o período de campanha, ele concorreu ao cargo de deputado federal pelo Cidadania, obtendo 1.981 votos e ficando como suplente da legenda.
A detenção ocorreu em 9 de setembro no âmbito de uma ação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) de Campinas, que cumpriu mandados judiciais em municípios paulistas e também em Jacutinga, no sul de Minas Gerais.
Movimentações financeiras e armas apreendidas
De acordo com os registros da Polícia Federal, o inquérito identificou movimentações financeiras atípicas entre janeiro e agosto deste ano. Os investigadores registraram episódios em que o vereador e presidente da Câmara de Sumaré teria recebido sacolas com volumes compatíveis com dinheiro em espécie, materiais que posteriormente foram transportados em um veículo oficial do Poder Legislativo municipal.
O procedimento também investiga a suposta utilização de recursos de origem ilegal para o financiamento de campanhas eleitorais. Além disso, as diligências apontaram que imóveis vinculados ao político serviam de fachada para empresas inativas. Em um desses locais, os agentes apreenderam armamentos, incluindo um fuzil e pistolas.
O processo judicial ainda reúne áudios atribuídos ao filho do vereador. Segundo a corporação policial, as gravações contêm cobranças ligadas à comercialização de entorpecentes. As acusações seguem sob análise da Justiça no decorrer da ação penal.
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