Primeiro caso confirmado de Mpox em Sumaré em 2026 na Área Cura. Foto: Divulgação.
Primeiro caso confirmado de Mpox em Sumaré em 2026 na Área Cura. Foto: Divulgação.

O alerta sanitário que já pairava sobre a Região Metropolitana de Campinas agora atinge diretamente a cidade das orquídeas. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou, no final da tarde desta quarta-feira (25), o primeiro registro oficial de um caso de Mpox em Sumaré no ano de 2026.

A confirmação foi divulgada pela equipe da Vigilância Epidemiológica local, que, diante do diagnóstico positivo, prontamente emitiu um comunicado de alerta para toda a comunidade. O objetivo não é gerar pânico, mas sim reforçar a importância da conscientização e das medidas de higiene para barrar a cadeia de transmissão do vírus na cidade.

O caso de Sumaré junta-se aos registros recentes de cidades vizinhas, como Campinas, evidenciando que o vírus está circulando na região e exige atenção redobrada do poder público e da população.

Detalhes do caso na Área Cura

De acordo com o boletim oficial da Secretaria de Saúde, o primeiro caso confirmado de Mpox em Sumaré envolve um homem adulto, de 37 anos. Ele é morador da região da Área Cura, um dos distritos mais populosos e movimentados do município.

Devido ao fluxo intermunicipal comum na região, o paciente buscou assistência médica fora da cidade ao notar os primeiros sintomas. Ele recebeu atendimento clínico e teve o seu diagnóstico laboratorial confirmado no Hospital Municipal Ouro Verde, localizado no distrito do Ouro Verde, em Campinas.

A Secretaria de Saúde de Sumaré já iniciou o protocolo de rastreamento de contatos. A equipe da Vigilância Epidemiológica está mapeando e orientando os familiares e pessoas próximas que tiveram contato direto com o paciente nos últimos dias, a fim de monitorar o surgimento de novos sintomas e isolar possíveis novos infectados.

Sintomas da Mpox: O que observar?

As autoridades de saúde municipal enfatizam a necessidade extrema de a população estar atenta aos sinais que o corpo emite. A Mpox (doença anteriormente conhecida como varíola dos macacos e rebatizada pela OMS para evitar estigmas) possui um quadro clínico muito específico.

Os primeiros sinais costumam aparecer entre 3 e 16 dias após o contato com o vírus. Fique atento aos seguintes sintomas:

  • Sintomas Sistêmicos: Febre súbita, dor de cabeça intensa, dores musculares profundas, cansaço extremo e calafrios.
  • Sinal de Alerta (Ínguas): Inchaço doloroso dos gânglios linfáticos, especialmente na região do pescoço, axilas e virilha.
  • Erupções Cutâneas: Este é o sintoma mais visual. O surgimento de manchas na pele evolui rapidamente para lesões elevadas, que se transformam em bolhas cheias de líquido (vesículas e pústulas) e, finalmente, secam formando crostas.

Essas lesões podem aparecer no rosto, palmas das mãos, solas dos pés, boca e, frequentemente, nas regiões genitais e perianais.

Como ocorre a transmissão?

Entender como o vírus age é o primeiro passo para a prevenção. O contágio do Mpox em Sumaré não acontece pelo ar de forma fácil como a gripe, mas sim pelo contato próximo.

A transmissão ocorre principalmente por:

  1. Contato direto pele a pele: Tocar nas lesões, bolhas ou crostas de uma pessoa infectada.
  2. Fluidos corporais: Troca de saliva e secreções respiratórias em interações face a face prolongadas.
  3. Contato íntimo: Relações sexuais (beijos, abraços e contato pele a pele) são as vias mais frequentes de propagação no atual surto.
  4. Fômites (Objetos): Compartilhar materiais recém-contaminados, como toalhas, lençóis, roupas e talheres que encostaram nas feridas.

Medidas de Prevenção e Atendimento

Para mitigar a disseminação do vírus nos bairros, a Secretaria de Saúde de Sumaré orienta a adoção de cuidados básicos de higiene que já são velhos conhecidos da população:

  • Evite o contato físico próximo com qualquer pessoa que apresente lesões suspeitas na pele;
  • Lave as mãos frequentemente com água e sabão ou utilize álcool em gel 70%;
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal e íntimo.

O que fazer em caso de suspeita? Indivíduos que desenvolverem qualquer sintoma compatível com a doença devem evitar o contato com familiares (isolamento domiciliar imediato) e procurar uma unidade de saúde (UBS ou UPA) para avaliação médica.

É crucial não tentar estourar as bolhas, evitar a automedicação e seguir rigorosamente as recomendações dos profissionais de saúde. A Vigilância Epidemiológica garantiu que a rede municipal de Sumaré está preparada para realizar a triagem, coletar exames e orientar o isolamento adequado de 21 dias, garantindo a proteção da saúde pública.

Primeiro caso confirmado de Mpox em Sumaré em 2026 na Área Cura. Foto: Divulgação.
Primeiro caso confirmado de Mpox em Sumaré em 2026 na Área Cura. Foto: Divulgação.

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Conexão Hortolândia
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