
Clássico de Charles Chaplin integra a programação do Pontos MIS e será apresentado às 9h, no Cine Teatro da Escola de Artes Augusto Boal
O clássico Tempos Modernos em Hortolândia será atração da programação cultural nesta segunda-feira (26). O filme de Charles Chaplin será exibido às 9h, na sala Cine Teatro da Escola de Artes Augusto Boal, no Jardim Amanda.
A sessão integra as atividades do Pontos MIS, programa voltado à difusão e formação cultural no Estado de São Paulo.
Lançado em 1936, “Tempos Modernos” é uma das obras mais conhecidas da carreira de Chaplin e utiliza o humor para abordar as transformações provocadas pela industrialização, a rotina repetitiva nas fábricas, o desemprego e as dificuldades econômicas enfrentadas pelos trabalhadores.
A classificação indicativa é livre.
Tempos Modernos em Hortolândia encerra programação de cinema de outubro
A exibição será a última sessão cinematográfica prevista na programação de outubro do Pontos MIS no município.
Ao longo do mês, o Cine Teatro recebeu produções de diferentes épocas, países e gêneros.
A programação começou com o documentário “Do Luto à Luta”, dirigido por Evaldo Mocarzel.
Depois, o público teve a oportunidade de assistir ao longa nacional “Bodas de Papel” e ao documentário “Haenyeo – A Força do Mar”, que apresenta a tradição das mulheres mergulhadoras da Ilha de Jeju, na Coreia do Sul.
Agora, a programação termina com um dos títulos mais conhecidos da história do cinema.
Filme mostra Carlitos em uma linha de produção
Em “Tempos Modernos”, Chaplin interpreta novamente Carlitos, personagem que marcou sua trajetória artística.
Na história, ele trabalha como operário em uma fábrica e passa os dias realizando movimentos repetitivos em uma linha de produção.
O ritmo intenso do trabalho acaba levando o personagem a um colapso.
A partir daí, Carlitos enfrenta diferentes situações envolvendo desemprego, prisão e dificuldades para encontrar estabilidade em uma sociedade transformada pela industrialização.
Entre as sequências mais famosas está aquela em que o personagem acaba sendo carregado para dentro das enormes engrenagens de uma máquina.
A cena se tornou uma das imagens mais reconhecidas da obra de Chaplin e sintetiza a crítica do filme à transformação do trabalhador em uma pequena peça dentro de um sistema de produção mecanizado.
Grande Depressão também aparece como contexto
O longa foi produzido em um período marcado pelos efeitos econômicos e sociais da Grande Depressão nos Estados Unidos.
O desemprego em massa e as dificuldades enfrentadas pela população aparecem como parte importante do cenário encontrado pelos personagens.
Depois de deixar a fábrica, Carlitos passa por diferentes empregos, é preso e tenta encontrar formas de sobreviver.
Durante essa trajetória, conhece uma jovem interpretada por Paulette Goddard, que também enfrenta pobreza e dificuldades familiares.
Os dois passam a seguir juntos em busca de melhores condições de vida.
Mesmo abordando temas sociais e econômicos, Chaplin conduz a história por meio de humor físico, situações absurdas e cenas características de sua filmografia.
Última aparição de Carlitos no cinema
“Tempos Modernos” também possui importância histórica dentro da carreira de Charles Chaplin.
O filme marcou a última aparição cinematográfica do personagem Carlitos, conhecido internacionalmente como The Little Tramp.
O personagem havia se tornado uma das figuras mais reconhecidas do cinema desde a década de 1910.
Com o tradicional chapéu-coco, bengala, bigode e roupas características, Carlitos atravessou diferentes produções de Chaplin e se consolidou como um dos grandes símbolos do cinema mudo.
Em “Tempos Modernos”, o personagem aparece pela última vez em meio a um mundo que já atravessava a transição para o cinema falado.
Público ouviu a voz de Carlitos pela primeira vez
Embora seja frequentemente associado ao cinema mudo, “Tempos Modernos” possui trilha sonora, efeitos e algumas vozes.
O longa também marcou um momento histórico: foi a primeira e única vez em que o público ouviu a voz de Carlitos.
Em uma das sequências finais, o personagem trabalha como garçom e precisa cantar diante dos clientes.
Depois de perder as palavras que deveria decorar, ele improvisa uma canção utilizando sons e palavras sem significado em diferentes idiomas.
A escolha permitiu que Chaplin utilizasse sua voz sem abandonar a característica universal do personagem, que podia ser compreendido pelo público independentemente da língua.
Chaplin acumulou diferentes funções na produção
Charles Chaplin não aparece apenas como protagonista.
O artista também foi responsável pela direção, roteiro e produção do longa.
Ele ainda participou da composição da trilha musical.
A combinação de diferentes funções era uma característica recorrente da carreira do cineasta, que mantinha amplo controle criativo sobre suas produções.
“Tempos Modernos” tornou-se uma das obras utilizadas para compreender não apenas a trajetória do artista, mas também a passagem do cinema silencioso para a era do som.
Pontos MIS mantém atividades em Hortolândia
O Pontos MIS é um programa do Museu da Imagem e do Som de São Paulo que desenvolve atividades culturais em municípios parceiros.
Entre as ações estão sessões de cinema, oficinas, palestras, exposições e atividades de formação.
Em Hortolândia, além das exibições cinematográficas, o programa também oferece atividades voltadas à produção audiovisual.
Na terça-feira (27), por exemplo, está prevista a oficina “Roteiro audiovisual para iniciantes”, com o cineasta e roteirista Luca Amberg.
A formação acontecerá das 18h às 22h, na Unidade Cultural Arlindo Zadi, também no Jardim Amanda.
Confira o serviço
Filme: Tempos Modernos
Data: segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Horário: 9h
Projeto: Pontos MIS
Local: Sala Cine Teatro – Escola de Artes Augusto Boal
Endereço: Rua Casemiro de Abreu, s/nº – Jardim Amanda, Hortolândia
Ano do filme: 1936
Direção: Charles Chaplin
Elenco principal: Charles Chaplin e Paulette Goddard
Classificação indicativa: livre
A exibição de Tempos Modernos em Hortolândia encerra a programação cinematográfica de outubro do Pontos MIS com uma obra que, nove décadas após o lançamento, continua conhecida pela combinação entre humor e crítica às transformações do trabalho e da sociedade industrial.
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