
A infraestrutura operacional da Polícia Militar do Estado de São Paulo nas regiões de Campinas, Jundiaí e Bragança Paulista recebeu o reforço de quatro drones de última geração, adquiridos com recursos viabilizados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). A iniciativa converte valores obtidos por meio de atuações e acordos trabalhistas em ferramentas voltadas à segurança pública.
A entrega dos equipamentos foi oficializada na sede do Comando de Policiamento do Interior – 2 (CPI-2), em Campinas. Na ocasião, o vice-procurador-chefe do MPT em Campinas, Ronaldo Lira, foi recebido pelo comandante do CPI-2, coronel Leonardo Akira Takahashi, pelo comandante do 11º Batalhão de Polícia Militar do Interior (11º BPM/I), tenente-coronel Augusto José Martinelli, e pelo comandante do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (1º BAEP) em Campinas, tenente-coronel Wanderley Turolla Alves de Cardoso, além de outros oficiais.
Tecnologia avançada para drones de última geração
As quatro aeronaves remotamente pilotadas integram uma linha corporativa avançada voltada para segurança pública, reconhecimento tático, busca e salvamento. Cada unidade dispõe de sensores ópticos de alta resolução, zoom híbrido de longo alcance, telemetria a laser e câmeras termográficas com leitura integrada.
O conjunto tecnológico possibilita a identificação de assinaturas de calor mesmo sob vegetação densa, em locais fechados ou na escuridão total. Os aparelhos também oferecem ampla autonomia de voo e alcance para operações em áreas de difícil acesso territorial.
Atuação regional e novas missões
O CPI-2 coordena as atividades de segurança em 38 municípios que abrangem as regiões de Campinas, Jundiaí, Bragança Paulista e o Circuito das Águas, atendendo uma população superior a 3,8 milhões de habitantes. O comando engloba sete batalhões territoriais e o 1º BAEP, somando cerca de 4 mil policiais militares.
Segundo o MPT, os novos equipamentos serão aplicados nas rotinas de patrulhamento ostensivo e preventivo em centros urbanos e rodovias, além de missões especiais de fiscalização.
O vice-procurador-chefe Ronaldo Lira pontuou que a destinação dos recursos repara danos sociais e equipa a corporação com tecnologia avançada. Conforme o representante do MPT, o imageamento térmico e a precisão técnica elevam a segurança operacional tanto no patrulhamento ordinário quanto no combate a graves violações, como o trabalho escravo.
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