Um avião de carga que havia decolado do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, com destino aos Estados Unidos, precisou retornar ao terminal e realizar um pouso de emergência em Viracopos na tarde desta quinta-feira (24). A aeronave, identificada pela administração do aeroporto como um cargueiro da FedEx, pousou em segurança às 17h57.

Segundo a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, todos os protocolos previstos para situações de emergência foram acionados imediatamente após a confirmação da necessidade de retorno da aeronave. Dados obtidos no site de monitoramento de voos Flightradar24 indicam que o avião chegou a sobrevoar cidades da região, incluindo Holambra e Jaguariúna, antes de voltar ao terminal campineiro. Até o momento da última atualização desta reportagem, o motivo exato que motivou o pouso de segurança não havia sido divulgado pelas autoridades aeroportuárias ou pela companhia. O Grupo EP entrou em contato com a FedEx para obter um posicionamento, mas ainda não obteve retorno.

Detalhes sobre o pouso de emergência em Viracopos

O episódio envolvendo o cargueiro ocorre em um período de atenção no terminal campineiro, que também registrou impactos recentes em sua malha aérea devido a questões técnicas com aeronaves da fabricante Embraer. Recentemente, uma instabilidade no sistema de GPS de aviões da linha E2 provocou o cancelamento de 18 voos em Viracopos entre 17h e 21h de uma terça-feira (22). Diante da ocorrência técnica, a Azul Linhas Aéreas informou que realizou ajustes operacionais que alteraram horários e a programação de viagens. O aeroporto de Campinas é o principal centro de operações da companhia aérea, que possui atualmente 50 jatos do modelo Embraer E195-E2 em sua frota ativa. Dos cancelamentos registrados no terminal paulista após o comunicado técnico da fabricante, sete envolveram partidas e 11 foram chegadas.

Impactos em outros aeroportos e posicionamento das companhias

Os reflexos da instabilidade no GPS não se restringiram a Campinas. Passageiros da Azul no Aeroporto Internacional de Brasília relataram filas e cancelamentos, sem confirmação imediata sobre a retomada dos voos afetados ou remarcações por volta das 20h30. Já no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, a Infraero informou o cancelamento de seis voos operados pela Azul, sendo três partidas e três chegadas. Por sua vez, a Latam afirmou que não identificou alterações em suas operações decorrentes do problema, uma vez que as aeronaves da Embraer encomendadas pela empresa só começarão a integrar sua frota em dezembro. A Gol, por sua vez, informou que não utiliza aeronaves da linha E2 em seus voos regulares.

A Azul orientou os passageiros afetados a verificarem o status de suas reservas por meio dos canais oficiais da companhia antes de se deslocarem até o aeroporto. Conforme nota divulgada pela empresa, os clientes impactados estão recebendo a assistência prevista na Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A companhia ressaltou que as alterações operacionais têm como prioridade a segurança das viagens.

O que diz a Embraer e orientações aos passageiros

Em nota oficial, a Embraer declarou que recebeu relatos de instabilidade no sistema de GPS e que acompanha a situação de perto em conjunto com as companhias aéreas operadoras dos modelos e com o fabricante do equipamento. A fabricante informou que presta suporte técnico aos operadores para solucionar a ocorrência. Embora o problema afete a programação operacional das empresas aéreas, a empresa garantiu que não há impacto na segurança de voo. Segundo a fabricante, os modelos E2 contam com recursos alternativos e procedimentos de navegação que permitem a operação segura mesmo diante de falhas no GPS. O E195-E2 é a maior aeronave comercial fabricada pela empresa, com capacidade para até 146 passageiros e certificação da Anac obtida em 2019.

A Anac informou que acompanha o caso junto à fabricante e às empresas aéreas afetadas, reforçando que os passageiros prejudicados têm direito à assistência estabelecida pela Resolução nº 400/2016. Caso os viajantes não recebam o atendimento adequado por parte das companhias, a agência orienta que seja registrada uma reclamação formal na plataforma Anac Passageiro.

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