UVZ iniciou a etapa de inquérito sorológico no Jardim Santa Clara do Lago II; amostras serão analisadas para verificar possível circulação da leishmaniose na região

A coleta de sangue em cães começou nesta quarta-feira (4) no Jardim Santa Clara do Lago II, em Hortolândia. A ação é realizada pela Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) e dá continuidade à investigação preventiva iniciada no fim de outubro após um animal da região apresentar resultado positivo em exame para leishmaniose.

As equipes retornam aos imóveis que já haviam sido visitados e cadastrados na primeira etapa do trabalho. O objetivo agora é realizar o inquérito sorológico, procedimento que permite analisar amostras dos cães e verificar se existem outros animais com evidências de infecção.

A investigação tem caráter preventivo. Até o início da ação, Hortolândia era classificada pela Vigilância como município vulnerável à leishmaniose por estar próxima de cidades com transmissão, mas sem registro confirmado de transmissão local.

Coleta de sangue em cães começa no Santa Clara

A coleta de sangue em cães é a segunda etapa do trabalho iniciado em 27 de outubro. Na ocasião, agentes da UVZ percorreram residências do Jardim Santa Clara do Lago II para orientar os moradores e cadastrar os animais existentes nos imóveis.

Esse levantamento permitiu organizar o retorno das equipes após o feriado e identificar quais casas possuem cães que precisam participar do inquérito sorológico.

O Conexão Hortolândia já havia mostrado a primeira etapa da ação preventiva contra a leishmaniose no Santa Clara, quando a coleta de amostras foi anunciada como próximo passo da investigação.

Amostras serão encaminhadas para análise laboratorial

Depois da coleta de sangue em cães, as amostras seguem para análise laboratorial. O material é utilizado para verificar se os animais apresentam evidências sorológicas compatíveis com a infecção pelo parasita causador da leishmaniose visceral.

Na etapa anterior, a UVZ informou que as amostras seriam encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, em Campinas.

Os resultados ajudam a orientar as próximas medidas de vigilância. Caso não sejam encontrados novos animais reagentes, o monitoramento pode seguir conforme os protocolos sanitários. Se houver novos resultados positivos, a investigação pode ser ampliada.

Investigação começou após exame positivo em um cão

A ação no Jardim Santa Clara do Lago II começou depois que um cão da região apresentou resultado positivo em exame para leishmaniose.

Na atualização divulgada no fim de outubro, a Prefeitura informou que o animal permanecia com o tutor e aguardava o resultado de uma contraprova. Por isso, o episódio ainda era tratado como investigação e não como confirmação de transmissão da doença no município.

A coleta de sangue em cães amplia essa verificação para outros animais da área onde o primeiro resultado foi identificado.

Hortolândia não tinha transmissão local confirmada

Segundo as informações divulgadas pela Vigilância na primeira fase da ação, Hortolândia é considerada um município vulnerável, mas não classificado como área com transmissão de leishmaniose.

A vulnerabilidade está relacionada à proximidade com municípios onde a doença já possui circulação registrada.

A UVZ também havia informado que não havia registro da presença do mosquito-palha no município. O inseto é o vetor responsável pela transmissão da leishmaniose visceral.

Doença não é transmitida pelo contato direto com o cão

A leishmaniose visceral não passa diretamente de um cachorro para uma pessoa por contato, saliva, lambidas ou mordidas.

A transmissão ocorre pela picada de flebotomíneos infectados, pequenos insetos conhecidos popularmente como mosquito-palha. O vetor pode adquirir o parasita ao se alimentar do sangue de um animal infectado e posteriormente transmitir a doença em uma nova picada.

O Ministério da Saúde reforça que as ações de vigilância incluem investigação de casos, monitoramento de animais e medidas para reduzir a presença do vetor. Mais informações estão disponíveis na página oficial sobre leishmaniose visceral.

Coleta de sangue em cães ajuda a mapear possível circulação

A coleta de sangue em cães permite que a Vigilância avalie se o resultado identificado inicialmente foi um episódio isolado ou se existem outros animais com evidências de infecção na mesma região.

Esse tipo de investigação é importante porque cães infectados podem permanecer por longos períodos sem apresentar sinais clínicos evidentes.

Quando surgem sintomas, podem ocorrer apatia, perda de apetite, emagrecimento, feridas na pele, descamação, queda de pelos, crescimento exagerado das unhas e alterações oculares.

A presença desses sinais, porém, não confirma a doença isoladamente. O diagnóstico depende de avaliação veterinária e exames específicos.

Moradores devem colaborar com a visita das equipes

A participação dos tutores é fundamental para que a coleta de sangue em cães alcance os animais cadastrados na primeira fase do trabalho.

Os moradores do Jardim Santa Clara do Lago II que já receberam a visita da UVZ devem permitir o retorno das equipes para a realização do procedimento e seguir as orientações repassadas pelos profissionais.

Em caso de dúvidas, a população pode entrar em contato com a Unidade de Vigilância de Zoonoses pelos telefones (19) 3897-3312 ou (19) 3897-5974.

Prevenção inclui limpeza de quintais e áreas com animais

Mesmo durante a investigação, os moradores podem adotar medidas preventivas para reduzir ambientes favoráveis ao mosquito-palha.

  • retirar folhas e frutos em decomposição;
  • recolher fezes de animais com frequência;
  • manter quintais, jardins e abrigos limpos;
  • evitar acúmulo de matéria orgânica úmida;
  • manter áreas sombreadas e com vegetação sempre cuidadas.

Com a nova etapa iniciada nesta quarta-feira, a coleta de sangue em cães passa a fornecer dados laboratoriais que serão fundamentais para definir os próximos passos da vigilância no Jardim Santa Clara do Lago II.

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Redação Conexão Hortolândia
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