Visitas contra o Aedes em Hortolândia são reforçadas pela Vigilância

Agentes da Vigilância de Zoonoses reforçam visitas em áreas que apresentaram maior presença de larvas; município registrou índice geral de 2,9 em outubro

As visitas contra o Aedes entrou em uma nova etapa nesta semana, com visitas domiciliares concentradas em regiões que apresentaram índices mais elevados na Análise de Densidade Larvária (ADL). A ação é realizada por equipes da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), ligada à Secretaria de Saúde.

Durante as visitas contra o Aedes, os agentes verificam quintais, áreas externas e recipientes que possam acumular água, eliminam possíveis criadouros e orientam os moradores sobre medidas de prevenção. O reforço ocorre após a conclusão da análise realizada em outubro, que apontou índice geral de 2,9 para o município.

Embora o resultado geral esteja na faixa considerada média, algumas regiões apresentaram indicadores acima da média municipal. Por isso, essas áreas passaram a receber atenção prioritária nas ações casa a casa.

Visitas contra o Aedes focam áreas com índice mais alto

A ADL utiliza o chamado Índice de Breteau para medir a presença de larvas do mosquito nos imóveis pesquisados. Pela classificação utilizada pela Vigilância de Zoonoses, resultados entre 0 e 1 são considerados baixos, de 1 a 4 são classificados como médios e valores acima de 4 entram na faixa alta.

Em outubro, Hortolândia registrou índice geral de 2,9. O número representa queda em relação a janeiro, quando o indicador chegou a 8,2, e também ficou abaixo dos 3,5 registrados em julho.

O Conexão Hortolândia já mostrou o resultado mais recente da análise de larvas, que também apontou a necessidade de manter a atenção com a chegada do período de calor e chuvas.

Como funcionam as visitas contra o mosquito?

Nas ações casa a casa, os agentes entram nos imóveis para procurar locais que possam favorecer a reprodução do mosquito. Baldes, pratos de vasos, garrafas, pneus, calhas, ralos, caixas-d’água abertas e outros recipientes podem se transformar em criadouros quando acumulam água.

Quando são encontradas larvas, parte do material pode ser recolhida para identificação. Ao mesmo tempo, os agentes orientam os moradores sobre como eliminar os focos e reduzir o risco de novas infestações.

A atuação é importante porque grande parte dos criadouros identificados pela Vigilância ao longo do ano está dentro das próprias residências. Isso significa que as visitas contra o Aedes dependem também da colaboração dos moradores, que precisam permitir a entrada das equipes e manter a rotina de prevenção.

Moradores devem permitir entrada dos agentes

A Prefeitura orienta que os moradores recebam os profissionais quando houver ação programada na região. As visitas contra o Aedes são realizadas por equipes identificadas com uniforme e crachá.

Quem tiver dúvida sobre a identidade do agente pode entrar em contato diretamente com a Unidade de Vigilância de Zoonoses. Os telefones divulgados pelo órgão são (19) 3897-3312 e (19) 3897-5974.

A confirmação é especialmente importante para que o morador se sinta seguro ao permitir o acesso da equipe durante as visitas contra o Aedes nas áreas internas e externas do imóvel.

Hortolândia tem 131 casos confirmados de dengue em 2026

No balanço divulgado no fim de outubro, Hortolândia contabilizava 2.265 notificações de dengue ao longo de 2026. Deste total, 131 casos foram confirmados.

Até aquele levantamento, o município não registrava morte provocada pela doença neste ano.

Em relação à chikungunya, eram 33 notificações e nenhum caso positivo. Para zika, não havia notificações registradas.

Os números mostram uma situação mais controlada do que em períodos de maior transmissão, mas a Vigilância mantém o alerta justamente porque primavera e verão favorecem a reprodução do mosquito.

Calor e chuva favorecem reprodução do Aedes

Temperaturas elevadas e chuvas frequentes aceleram o ciclo do mosquito e aumentam a quantidade de locais com água acumulada.

Por isso, mesmo uma cidade com índice geral classificado como médio pode apresentar regiões específicas que precisam de intervenção mais intensa.

As visitas contra o Aedes permitem direcionar as equipes justamente para essas áreas e reforçar o trabalho antes de um eventual aumento de casos.

Visitas contra o Aedes reforçam cuidados dentro de casa

O Ministério da Saúde recomenda a eliminação frequente de recipientes que possam acumular água e a vedação correta de caixas-d’água e reservatórios.

  • guardar baldes e garrafas virados para baixo;
  • limpar calhas e ralos com frequência;
  • manter caixas-d’água bem fechadas;
  • eliminar água de pratos de plantas;
  • guardar pneus em locais cobertos;
  • retirar objetos abandonados que possam acumular chuva;
  • verificar bebedouros de animais e recipientes no quintal.

As orientações completas de prevenção podem ser consultadas na página do Ministério da Saúde sobre o Aedes aegypti.

ADL orienta onde as equipes precisam atuar

A Análise de Densidade Larvária é realizada periodicamente para medir a infestação e orientar as estratégias do município. O levantamento é feito por amostragem e considera imóveis distribuídos pelas diferentes regiões de Hortolândia.

Os resultados ajudam a identificar onde a presença do mosquito é maior e quais áreas devem receber reforço nas visitas, na eliminação de criadouros e na orientação aos moradores.

Esse modelo permite que a Vigilância concentre recursos onde o risco é mais elevado, sem abandonar o monitoramento das demais regiões da cidade.

Prevenção precisa continuar durante todo o ano

A redução do número de casos não elimina a necessidade de prevenção. O mosquito permanece presente no ambiente urbano e pode voltar a se multiplicar rapidamente quando encontra água parada e condições climáticas favoráveis.

Por isso, a orientação é que a vistoria nos imóveis seja incorporada à rotina dos moradores, principalmente após períodos de chuva.

Com as novas visitas contra o Aedes em áreas que apresentaram índices mais elevados, a cidade entra em uma fase de ação direcionada para impedir que os focos encontrados agora se transformem em aumento da transmissão nos próximos meses.

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Redação Conexão Hortolândia
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